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O que muda no iMac colorido além do design?

Veja o que muda do novo iMac colorido além do design; modelo de abril de 2021 estreia o chip M1 da Apple na linha de desktops

21 abr 2021
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Apple lançou o novo iMac colorido em abril de 2021. São sete cores e um design mais fino que lembra um iPad gigante encaixado em um suporte para mantê-lo em pé. Além da aparência, o desktop de mesa embarca o chip M1 da empresa, qual estreou no MacBook Air e Pro em 2020, melhorias na webcam, microfone e alto-falantes. Confira as diferenças em relação aos modelos anteriores.

iMac de 2020, modelo de 27 polegadas
iMac de 2020, modelo de 27 polegadas
Foto: Divulgação/Apple / Tecnoblog

Design: novo iMac colorido tem sete cores

Antes, sugiro lembrar de como eram (ou ainda podem ser, para quem opta por esses modelos) os iMacs: um design único, cor única e ainda assim finos (com a traseira convexa). O modelo anterior é encontrado em tamanhos de 21,5 e 27 polegadas.

iMac G3 de 1998
iMac G3 de 1998
Foto: Divulgação/Apple / Tecnoblog

A atualização de 2021 apresenta um novo design chapado de 11,5 milímetros de espessura, em uma base com profundidade de 14,7 centímetros (a empresa não cita qual a espessura do modelo anterior, com a traseira abaulada). Parece um iPad de 24 polegadas — esse é o tamanho único da tela, ainda não há modelos maiores.

São 7 cores no iMac de 2021: azul, verde, rosa, prata, amarelo, laranja e roxo. Essas três últimas opções são vendidas nos modelos mais caros. São dois tons: o pastel para o suporte e parte frontal enquanto a cor mais vibrante fica na traseira e laterais do desktop.

A volta das cores lembra os antigos iMacs G3, de 1998.

Processador M1
Processador M1
Foto: Reprodução/Apple / Tecnoblog

Por dentro do iMac colorido de 2021

O iMac de 2021 é o primeiro modelo da linha a receber o Apple Silicon, o chip M1 baseado em ARM para substituir os componentes da Intel. Eles equiparam o MacBook Air e Pro de 2020 até chegar neste iMac. Mas não é só isso que muda no interior do computador.

Processador Apple M1

Na verdade um SoC ou System-on-a-chip (sistema em um chip) é um componente que integra vários sistemas em um circuito só (CPU, GPU, Neural Engine, Secure Enclave). A Apple já projetava esses processadores para o iPhone e iPad e expandiu a tecnologia para os Macs.

Em comparação aos chips da Intel, é notória a evolução de desempenho. Outra vantagem é que a Apple consegue otimizar o software para trabalhar melhor com o próprio hardware, o que influi no resultado.

Novos iMacs azul e rosa
Novos iMacs azul e rosa
Foto: Divulgação/Apple / Tecnoblog

O review do MacBook Pro de 2020 com M1 ilustra melhor essa performance, que deve ser semelhante ou mesmo igual, já que se trata do mesmo chip no iMac colorido.

Testes de novembro de 2020 também comprovaram a eficiência do processador da Apple em relação aos da Intel.

Memória RAM e Armazenamento

Aqui há uma diferença significativa. Os Macs com M1 ainda não têm suporte para mais que 32 GB de RAM, ou seja, há opções para configuração com 8 GB, 16 GB e 32 GB.

Profissionais que precisam de mais memória ainda devem resistir em partir para o M1, visto que os modelos anteriores, especialmente o iMac de 27 polegadas de 2020, suporta até 128 GB de RAM.

Mas é preciso pesquisar, conferir com outros profissionais da área que já testaram os softwares usados em um Mac com M1, o MacBook Air ou Pro, para saber qual a performance desses programas nesses computadores. Talvez, com o ganho em desempenho, nem seja necessária tanta RAM assim.

Outro ponto é armazenamento: o iMac colorido oferece capacidade para um SSD de 2 TB, já o iMac de 2017 para até 8 TB. O modelo mais antigo, de 21,5 polegadas, tinha configuração para um SSD de até 256 GB.

Detalhes da tela

Já mencionei que o painel tem 24 polegadas, mas não dei detalhes como a resolução de 4480x2520 pixels e 500 nits de brilho. Tratam-se de 11,3 milhões de pixels e uma densidade de 470 pixels por polegada (ppi).

Processamento de imagem do chip M1
Processamento de imagem do chip M1
Foto: Divulgação/Apple / Tecnoblog

O modelo anterior, de 21,5 polegadas, tinha resolução de 4096x2304, resultando em 9,4 milhões de pixels e uma densidade de 438 pixels por polegada (ppi).

Isso quer dizer que, apesar do tamanho do monitor ser maior (24 polegadas), a imagem ficará melhor na tela do iMac colorido, já que a densidade de pixels é maior. O que geralmente ocorre em monitores é ter um tamanho de tela grande e uma resolução baixa, conferindo o aspecto serrilhado no conteúdo exibido.

A tecnologia True Tone também está presente no modelo de 2021, para ajustar as cores da tela com o ambiente em que o desktop está instalado, a fim de tornar o que é visto pelo usuário o mais natural possível. O recurso já estava no iMac de 27 polegadas atualizado em 2020, mas não no modelo menor.

Câmera FaceTime

Os consumidores clamavam por uma melhor câmera nos Macs, principalmente em função da demanda para chamadas de vídeo durante o home office. Os MacBooks Pro e Air de 2020 trouxeram melhorias no processamento de imagem (ISP), qual resulta em aperfeiçoamento do equilíbrio de branco, detecção de rostos e redução de ruído, mas a resolução ainda era de 720p (HD).

No novo iMac de 2021, a resolução da câmera é de 1080p (Full-HD), assim como o modelo de 27 polegadas de 2020, ambos também contam com recursos de processamento de imagem para melhorar a qualidade das ligações.

Alto-falantes do iMac 2021
Alto-falantes do iMac 2021
Foto: Divulgação/Apple / Tecnoblog

Microfones

Em comparação com o iMac de 27 polegadas, também não há diferença: os microfones com "qualidade de estúdio", como a Apple define, devem ser suficientes para as atividades corriqueiras e até gravar podcast. São três microfones que tentam eliminar o ruído de fundo para transmitir apenas o áudio do usuário.

No site, a descrição do componente é a seguinte:

  • iMac de 2021: "Conjunto de três microfones com qualidade de estúdio, alta relação sinal-ruído e filtragem espacial direcional";
  • iMac de 2020: "Conjunto de três microfones com qualidade de estúdio".

Alto-falantes

O iMac de 27 polegadas já trazia alto-falantes de "alta fidelidade", como a empresa cita. O que não fica claro é quanto disso é novo no iMac de 2021. Na apresentação, a Apple citou que o colorido tem seis alto-falantes: quatro woofers, para frequências graves, e dois tweeters para as faixas agudas. Uma novidade é que há a presença da tecnologia Dolby Atmos para áudio espacial.

Portas USB-C do novo iMac
Portas USB-C do novo iMac
Foto: divulgação/Apple / Tecnoblog

Portas dos iMacs

No modelo mais caro do iMac colorido há quatro portas USB-C, sendo duas Thunderbolt. A porta Ethernet, para o cabo de rede, ficou acoplada à fonte, que agora é externa, como dos MacBooks.

A fonte de alimentação vem com Ethernet
A fonte de alimentação vem com Ethernet
Foto: divulgação/Apple / Tecnoblog
Conexões do iMac de 2020, de 27 polegadas
Conexões do iMac de 2020, de 27 polegadas
Foto: Divulgação/Apple / Tecnoblog

Nos modelos anteriores de iMac, é possível encontrar duas portas Thunderbolt USB-C, quatro portas USB-A, uma entrada para Ethernet e outra para cartão de memória — tudo na parte traseira da tela.

Magic Keyboard com Touch ID do iMac de 2021
Magic Keyboard com Touch ID do iMac de 2021
Foto: Divulgação/Apple / Tecnoblog

Ambos têm entrada para fones de ouvido de 3,5 milímetros.

Acessórios: teclado e mouse

Também novidade, o teclado e mouse que acompanham o novo iMac são coloridos, na mesma cor que o desktop. Não há diferenças em relação ao design das teclas ou do corpo do mouse.

Contudo, nos iMacs mas caros, o teclado (Magic Keyboard) vem com o Touch ID para desbloquear o computador, aplicativos ou comprar na internet usando o Apple Pay.

Preços do novo iMac colorido

Há diferença nos preços e nos modelos:

  • iMac 2021 de entrada: R$ 17.599,00 (US$ 1.299);
  • iMac 2021 completo: R$ 20.099,00 (US$ 1.499);
  • iMac 27" de 2019: R$ 24.249,00 (US$ 1.799).

O que perco ao optar pelo modelo de entrada?

  • Uma pequena diferença na GPU do Apple M1 (8 núcleos para 7 núcleos);
  • Ausência do Touch ID no Magic Keyboard;
  • Ausência duas portas USB-C;
  • Ausência da entrada Ethernet na fonte de energia.

Com informações: Apple 1, 2, 3.

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