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O que é o Pegasus spyware e o que ele afeta?

Espionagem sócio política; saiba o que é o Pegasus spyware, o que afeta, quem criou e com quais objetivos é utilizado

28 jul 2021 17h28
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O próprio nome spyware já diz muito, espionagem. Veja abaixo, o que é o Pegasus spyware e o que ele afeta, quem está por trás de sua criação e quais foram os objetivos principais da ferramenta, no início. Apesar de não ser um modelo novo, ganhou maior destaque na mídia por estar, possivelmente, atrelado a casos de espionagem individual feita por governos autoritários.

O que é o Pegasus spyware e o que ele afeta
O que é o Pegasus spyware e o que ele afeta
Foto: Anthony Shkraba/Pexels / Tecnoblog

O que é o spyware Pegasus?

Todo o spyware tem como função invadir a privacidade da vítima - a essência do ataque - mesmo tendo formas diversas de agir com esse intuito. 

O Pegasus não é diferente, a principal função é ser capaz de infectar dispositivos Android e iOS para, a partir daí, realizar ações de espionagem, como copiar mensagens recebidas, registrar histórico de localização geográfica, gravar chamadas, ativar microfones e câmeras, entre outros, tudo isso sem que a vítima perceba.

Quem está por trás do Pegasus spyware?

As mentes por trás do artifício espião são da empresa israelense de tecnologia chamada NSO Group. O NSO Group desenvolve ferramentas para espionagem ou invasões a sistemas que, teoricamente, poderiam ajudar governos e forças de segurança a combater o terrorismo e outras práticas criminosas. Seu principal produto comercializado é o spyware Pegasus.

Logo da empresa israelense
Logo da empresa israelense
Foto: NSO Group/Divulgação / Tecnoblog

Quem pode ser afetado pelo Pegasus

Por ser uma ferramenta focada nos smartphones, teoricamente, todos que possuem dispositivos Android e iOS são alvos em potencial de seus ataques. O que tem se discutido é a forma de utilização, denunciada em investigação da Anistia Internacional e outras organizações.

Como toda a ferramenta, o spyware Pegasus é amoral, define-se a moralidade e ética do uso de acordo com o objetivo de emprego no cotidiano. A empresa israelense comercializa seu produto para governos, algumas vezes autoritários, que acabam utilizando a ferramenta para espionagem de dissidentes, jornalistas e ativistas, acabando com a privacidade necessária à democracia.

A princípio, o Pegasus funciona como um infostealer, mas nada impede que funcione como um keylogger também. O objetivo do malware é obter informações e ações das vítimas, com o foco em prever ações sociais negativas, mas se torna extremamente perigoso quando usado para fins políticos, principalmente em regiões com histórico de assassinatos não solucionados, como os antigos territórios da ex-URSS.

Dispositivos Android e iOS são alvos em potencial
Dispositivos Android e iOS são alvos em potencial
Foto: Sora Shimazaki/Pexels / Tecnoblog

É possível se proteger?

Assim como todos os modelos de spywares, alguns cuidados podem ser tomados para evitar a invasão, como:

  • Manter o sistema operacional e o software atualizados;
  • Colocar um bloqueio de tela no smartphone e usar senhas seguras para impedir o acesso não autorizado;
  • Restringir os privilégios de administrador no telefone;

Devido a sua natureza muito profissional, como objetivos políticos, sociais e até militares, pode ser que essas dicas não se tornem efetivas para impedir o ataque e roubo de informações.

De acordo com as últimas investigações, há mais um agravante: aparentemente, os ataques podem ser do tipo zero-click, isto é, o spyware não depende de interação humana para infectar os aparelhos.

Podemos pensar em aparelhos antigos ou desatualizados facilitando os ataques, mas há registros de ações contra aparelhos rodando o atual iOS 14.6. - no caso dos iPhones da Apple que são vistos como sistemas seguros.

Não se sabe a extensão da tecnologia utilizada pelo Pegasus spyware, portanto, é muito difícil prever se novas atualizações dos smartphones terão condições de combater o malware.

As empresas de smartphone estão condenando os ataques, mas destacam que essas ações são altamente sofisticadas e têm alvos específicos, desta forma, não representam riscos para a grande maioria dos usuários. Nada é impossível, ainda mais se tratando de interesses inescrupulosos humanos.

O que fazer então?

O máximo que podemos fazer para nos proteger é tentar identificar se nosso aparelho corre o risco de estar contaminado, para isso, precisamos entender os comportamentos típicos:

  • Travamentos crescentes e resposta lenta;
  • Novas barras de ferramentas, páginas iniciais da Internet que não se lembra de instalar;
  • As baterias acabam mais rapidamente do que o normal;
  • Dificuldade de fazer login em sites seguros;
  • Aumentos inexplicáveis no uso de dados ou uso de largura de banda. Isto pode ser um sinal de que o spyware está pesquisando as informações e enviando dados para terceiros;
  • Antivírus e outros softwares de segurança que não funcionam.

   Com informação: The Verge, Washington Post, Avast, Kaspersky.

O que é o Pegasus spyware e o que ele afeta?

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