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Novos iPhones chegam ao Brasil e atraem poucos clientes

Os preços de lançamento dos iPhones no Brasil vão de R$ 5,2 mil a quase R$ 10 mil; mesmo os clientes que compraram o aparelho reclamaram do preço

9 nov 2018
16h04
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Os novos iPhones da Apple, o XR, XS e XS Max, chegaram às lojas brasileiras nesta sexta-feira, 9. Ao contrário do que se costuma ver em outros países, não houve grandes filas nem compradores que viajaram longas distâncias para comprar o aparelho na loja da Apple no Shopping Morumbi em São Paulo. Há uma justificativa plausível para o movimento fraco: o alto preço dos aparelhos, que varia entre R$ 5,2 mil e R$ 10 mil, bem acima da concorrência - o Galaxy Note 9, topo de linha da Samsung, por exemplo, chegou ao mercado brasileiro por entre R$ 5,5 mil e R$ 6,5 mil.

Nos minutos antes de abrir a porta da loja da Apple no Shopping Morumbi, tinham apenas cinco pessoas na fila - ao mesmo tempo, outra loja do shopping teve que distribuir senhas para as dezenas de clientes que estavam em uma fila para comprar o novo tênis da Adidas em parceria com o rapper americano Kanye West.

O primeiro da fila da Apple garantiu o seu lugar saindo de sua casa em São Paulo e chegando no shopping apenas vinte minutos antes de abrirem as lojas. Médico de 32 anos, Marco Carvalho disse ao Estado que pretendia parcelar em cinco vezes o iPhone XS Max, de 256 GB. " Uso iPhone desde a sexta versão e troco sempre de aparelho", afirmou. Ele diz que usa o muito o celular para o trabalho, para conversar com o hospital e tirar fotos de pacientes com doença genética para bancos de dados.

Marco defende a Apple pela qualidade e durabilidade dos aparelhos. Na casa dele, há Apple por toda a parte: MacBook, Apple TV, Apple Watch e a rede Airport. "Cheguei a usar Android antigamente, eu até gostava, mas mudei para iPhone pela compatibilidade com os outros aparelhos".

Apesar de ter comprado o iPhone XS Max, o médico ficou descontente com o preço. "Geralmente eu compro nos Estados Unidos", disse. "Se no ano que vem for mais caro no Brasil, não vai ter como comprar aqui."

Já o empresário Ricardo Oliveira, de 49 anos, levou o iPhone XS Max graças a um crédito da Claro para troca de aparelhos, que deu um bom desconto no preço final - todo ano ele usa o benefício para trocar de celular.

Dono de um site de e-commerce e três salões de cabeleireiro, Oliveira é cliente da Apple desde o primeiro iPhone. "Uso muito para trabalho, mando muito e-mail e a empresa usa alguns softwares específicos", diz Oliveira. Para ele, o maior problema do Android é não conseguir atualizar o sistema de forma fácil para a versão mais atual.

"O preço foi abusado, mas acho que a culpa não é da Apple. Pelo telefone em si, pelo material, vale a pena, dura bem mais, quase não dá problema e quando dá é fácil de resolver na assistência", disse Oliveira.

Novas versões. Os lançamentos deste ano da Apple foram o iPhone XS, o XS Max e o XR Os dois primeiros são o topo de linha e custam cerca de R$ 7,3 mil e R$ 10 mil, variando de acordo com as opções de armazenamento de 64GB, 256GB e 512GB.

O iPhone XR é o mais barato, custa R$ 5,2 mil, por isso economiza em alguns elementos do hardware quando comparado aos irmãos XS e ao XS Max. A tela ignora o Oled e mantém-se fiel ao LCD, tecnologia mais antiga e com custo de produção mais baixo. A resolução também é mais baixa: 1.792 x 828 pixels, contra 2.436 x 1.125 pixels do XS e 2.688 x 1.242 do XS Max. Dessa maneira, o iPhone XR não exibe conteúdo em Full HD, o que não é muito comum nos telefones atuais.

Os dispositivos são à prova d'água - os modelos topo de linha têm um recurso mais avançado nesse sentido - e contam com o Face ID, sistema de reconhecimento facial lançado pela empresa no ano passado, com o iPhone X.

Os celulares também contam com um novo chip de processamento, o A12 Bionic, que traz núcleos dedicados para processamento computacional, gráfico e de redes neurais - segundo a Apple, ele é capaz de processar 5 trilhões de operações por minuto, enquanto seu antecessor, o A11 Bionic, presente no iPhone X, processava 600 bilhões de operações por minuto.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Capelas

Estadão Conteúdo

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