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Novo ETF de tecnologia na B3 vai investir em Mercado Livre, Magalu e Inter

TECB11, da Magnetis, segue índice que reúne 23 empresas de tecnologia com foco no mercado brasileiro; PagSeguro e Stone também estão no ETF

17 set 2021 20h23
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Investidores que se interessam pelo setor de tecnologia terão mais uma opção em breve. A B3 deve ganhar um ETF (fundo negociado em bolsa) composto por empresas do segmento com sede no Brasil ou parte relevante de seus negócios no País.

TECB11 investirá em ações de empresas de tecnologia com atuação no Brasil
TECB11 investirá em ações de empresas de tecnologia com atuação no Brasil
Foto: Maxim Hopman/Unsplash / Tecnoblog

O Índice de Ações Tech Brasil ETF Fundo de Índice será negociado com o código TECB11 e está atualmente em fase de reservas. As cotas serão negociadas por R$ 10, e o investimento mínimo nessa fase é de dez cotas por R$ 100. Ele entra em negociação pública no dia 4 de outubro.

O fundo tem gestão da Magnetis e taxa de administração de 0,6% ao ano. Ele se baseia no Índice de Ações Tech Brasil, da Teva Índices. 

Este índice seleciona empresas dos setores de desenvolvimento de sistemas de intermediação financeira e serviços digitais, e-commerce (ou varejistas com ao menos 50% da receita vindo de vendas digitais), software, hardware e dados.

Elas são filtradas pelos seguintes critérios:

  • valor de mercado acima de R$ 500 milhões;
  • volume mensal de negociações acima de R$ 100 milhões para empresas listadas na B3 e R$ 10 milhões para companhias com BDRs na B3;
  • 4% de capitalização de mercado disponível para negociação (free float);
  • sede no Brasil ou parte relevante dos negócios no País;
  • não estar em recuperação judicial e estar em dia com pagamentos e obrigações.

Os investimentos do fundo são distribuídos de acordo com a capitalização de mercado disponível para negociação de cada empresa, com limite de 20%.

Mercado de tecnologia na B3 ainda é pequeno

Um dos grandes motivos para investir por meio de ETFs é conseguir diversificar os investimentos entre um grande número de empresas. O TECB11, porém, esbarra na falta de opções dentro da B3.

Interior da B3, a bolsa de valores de São Paulo
Interior da B3, a bolsa de valores de São Paulo
Foto: Divulgação/B3 / Tecnoblog

A carteira do ETF tem apenas 23 empresas, sendo que cinco delas correspondem a quase 80% dos investimentos. Índices estrangeiros semelhantes passam facilmente das 100 empresas.

Empresa Peso no TECB11
Stone 20%
Mercado Livre 20%
PagSeguro 15,1%
Magazine Luiza 14,7%
Banco Inter 10,1%

É interessante notar que as três maiores empresas na carteira do fundo optaram por abrir seu capital fora da B3: Stone e Mercado Livre são negociadas na Nasdaq, enquanto o PagSeguro está listado na NYSE. Elas estão disponíveis na bolsa brasileira por meio de BDRs (brazilian depositary receipts, que são recibos de ações negociadas em outras bolsas).

O material publicitário do fundo, porém, ressalta que o setor deve ter grandes IPOs em algum momento no futuro, casos de Nubank e iFood.

B3 tem outros ETFs de tecnologia com estrangeiras

A indústria de ETFs no Brasil vem crescendo nos últimos dois anos e até ganhou um portal da B3 dedicado ao assunto. O setor de tecnologia é um dos queridinhos desse ramo dos investimentos. O TECB11 fará companhia para ativos de XP, Itaú e Investo.

Enquanto o novo fundo se concentra no Brasil, seus concorrentes buscam dar opções para investimento em mercados internacionais.

  • O NASD11, da XP, investe nas 100 maiores empresas de tecnologia listadas na Nasdaq e tem taxa de administração total de 0,5% ao ano. 
  • O TECK11, do Itaú, investe nas empresas conhecidas como FAANG -- Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google -- e em mais cinco companhias de tecnologia, com rotatividade trimestral; a taxa de administração é de 0,25% ao ano. 
  • O USTK11, da Investo, aplica seus recursos em mais de 300 empresas americanas do setor de tecnologia da informação, como Apple, Microsoft, Adobe e Intel, com taxa de administração total de 0,74% ao ano.

Com informações: Magnetis, B3

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