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MP abre investigação sobre falha de segurança do Google+

Falha de segurança, noticiada nesta segunda-feira, 9, deixou vulneráveis dados pessoais de 500 mil usuários da rede social Google+; o inquérito pretende investigar se erro comprometeu os dados pessoais dos usuários brasileiros

10 out 2018
16h35
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A Comissão de Proteção de Dados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) abriu uma investigação nesta terça-feira, 9, sobre a falha de segurança que deixou vulneráveis dados pessoais de 500 mil usuários da rede social Google+, notícia divulgada no começo desta semana.

O inquérito pretende investigar se a falha comprometeu os dados pessoais dos usuários brasileiros do Google +. Além disso, o MP vai apurar as responsabilidades do Google pelos danos causados aos usuários.

No documento, o promotor de Justiça Frederico Meinberg Ceroy diz que é responsabilidade da Comissão promover a defesa dos interesses e direitos dos titulares de dados pessoais. No início deste mês, o MP também abriu uma investigação sobre a falha de segurança do Facebook que colocou em risco 50 milhões de contas.

Entenda o caso. O erro de código do Google+ foi descoberto em março, durante uma revisão interna da empresa. Funcionários do Google perceberam que a falha permitia que desenvolvedores de aplicativos terceiros, ou representantes desses desenvolvedores, tivessem acesso a nomes, endereços de e-mail, profissão, gênero e idade dos usuários do Google +.

Em uma publicação em seu blog oficial, o Google disse que não há registros de que alguém mal intencionado tenha usado a vulnerabilidade para acessar os dados dos usuários. A empresa disse também que não há indícios de que alguém tenha descoberto a falha antes da empresa.

Horas depois de revelar a falha, o Google anunciou o encerramento da sua rede social Google+. A empresa afirmou que vai fechar o Google+ apenas para usuários domésticos: será mantida uma versão da rede social para empresas, que terá novas funções de segurança.

Estadão Conteúdo

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