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Motorola lança novo Moto G com entalhe na tela em forma de gota

O formato de gota é uma tendência que deverá ser vista em diversos fabricantes ao longo do ano

7 fev 2019
10h54
atualizado às 15h12
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Um dos celulares mais populares entre os brasileiros, o Moto G está de volta. Em um evento global realizado em São Paulo nesta quinta, 7, a Motorola revelou a sétima geração da família de celulares: são quatro novos aparelhos, o Moto G, o Moto G Plus, o Moto G Play e o Moto G Power. A maior novidade fica por conta do design, que pela primeira vez na linha Moto apresenta o entalhe na tela -- a companhia optou pelo formato de gota, uma tendência que deverá ser vista em diversos fabricantes ao longo do ano.

A gota está presente nos dois principais modelos da família, o Moto G e o Moto G Plus. Ambos têm tela de 6,24 polegadas (2.270 x 1.080 pixels), memória de 4 GB, armazenamento de 64 GB e bateria é de 3.000mAh. A diferença entre os dois ficam por conta do processador e das câmeras traseiras. O Moto G tem o Snapdragon 632, enquanto o Plus tem o sutilmente superior Snapdragon 636. A câmera traseira dupla do Moto G tem lentes de 8 MP e 5 MP, enquanto no Plus esses números são de 16 MP e 5 MP. O Moto G e o Moto G Plus custam, respectivamente, R$ 1.599 e R$ 1.899. O Plus está disponível nas cores Índigo e Rubi, enquanto o G7 aparece em ônix e polar.

"O entalhe é algo polarizante. Por isso, decidimos oferecer aparelhos com diferentes formatos de entalhe para tentar agradar o maior número de pessoas. O Moto G e o Plus têm como diferencial o design, por isso ficaram com o entalhe de gota", disse em resposta ao Estado Thiago Masuchette, gerente de produtos da Motorola.

Os outros dois Motos mantém um entalhe retangular, mais parecido com a ideia que o iPhone X propôs à indústria em 2017. Como o nome indica, o foco do Moto G Power é a bateria, que é de 5.000mAh, capacidade que é quase o dobro da verificada nos outros três modelos - a bateria promete 55 horas de autonomia e oito horas de carga com 15 minutos de carregamento graças à tecnologia de carregamento turbo. Ele tem tela de 6,2 polegadas (1.512 x 720), 3 GB de memória, armazenamento de 32 GB, câmera traseira de 12 MP e frontal de 8MP. O preço do Moto G Power é de R$ 1399. Esta disponível em azul navy

Já o Moto G7 Play, mais barato dos quatro, tem tela menor, de 5,7 polegadas (1.512 x 720), além de um entalhe um pouco maior no topo. O processador é o Snapdragon 632, armazenamento de 32GB, a câmera traseira é de 13 MP, a memória é de 2 GB e a bateria de 3.000mAh. Ele custa R$ 999. Suas cores são índigo e ouro.

O Moto G, o Moto G Plus e o Moto G Play também têm o recurso portrait mode na camera, tecnologia que borra o fundo nas fotos. Todos os aparelhos rodam o Android 9 Pie e possuem desbloqueio facial.

Crescimento. Com os novos Motos, a Motorola concentra os esforços em crescer em 2019. "Em 2018, nosso objetivo era rentabilidade, agora queremos crescer", diz Sérgio Buniac, presidente global da marca. No ano passado, a Motorola voltou a dar lucros depois de dois anos e meio. Para isso, a empresa limou cerca de 30% dos produtos - reduziu, por exemplo, a disponibilidade de cores, a variedade de componentes em aparelhos de mercados diferentes e os tipos de Snaps (os módulos que são conectados ao Moto Z).

Para crescer, a companhia foca no mantra que consagrou o Moto G entre os brasileiros: inovação a preço justo. Ou seja, a empresa continuará focando em aparelhos intermediários e deixará a briga dos topos de linha para os concorrentes "Inovação é um aparelho custar R$ 5 mil ou trazer novos recursos para os usuários? Temos que focar no que somos bons," falou o executivo. Porém, sem citar o que seria, Buniac diz que a companhia deve fazer um lançamento bombástico em junho - alguns imaginam que seja o possível celular de tela dobrável.

O executivo também admitiu que houve erro no lançamento dos novos Motos. Desde janeiro, diferentes sites de varejistas já vazavam as especificações dos aparelhos. Um dia antes do evento, o site da Motorola publicou as especificações. "Não era parte da estratégia, não queríamos fazer barulho. Mas disponibilizamos produtos numa grande quantidade para o varejo, e esses erros aconteceram", disse.

Estadão

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