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Motoristas e entregadores de app somam 1,4 milhão de trabalhadores no Brasil

Pesquisa do Ipea afirma que profissionais de apps representam cerca de 31% dos trabalhadores no setor de transporte, armazenagem e correios

7 out 2021 20h11
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Os trabalhadores que atuam como motoristas ou entregadores de aplicativo já somam cerca de 1,4 milhão no Brasil. A informação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e conta com uma projeção feita a partir de dados do IBGE. Segundo o relatório, tais profissionais representam aproximadamente 31% das pessoas alocadas no setor de transporte, armazenagem e correios do país.

Entregador do iFood
Entregador do iFood
Foto: divulgação/iFood / Tecnoblog

Segundo o Ipea, os números revelam uma alta de 60% na categoria em relação a cinco anos atrás — em 2016, motoristas de app no Brasil somavam 840 mil. O fenômeno está diretamente relacionado às dificuldades de encontrar boas oportunidades com vínculo empregatício no país.

Em 2020, houve uma redução na quantidade de profissionais atuando na área, devido às implicações da pandemia de COVID-19 — o cenário voltou a se estabilizar no primeiro semestre de 2021, com uma recuperação do setor de mobilidade. Agora são cerca de 1,1 milhão de pessoas trabalhando com transporte de passageiros por aplicativo.

Delivery por app cresce 980%

Ainda de acordo com o Ipea, o número de trabalhadores que entregam mercadorias por app — categoria que inclui empresas como iFood, Rappi e Uber Eats — cresceu 979,8% em cinco anos, de 30 mil para 278 mil no segundo trimestre de 2021.

Também aumentou o percentual de pessoas que realizam estas atividades como trabalho secundário, para conseguir uma renda extra que complemente sua ocupação principal: de 5% para 7,4% em 2019.

Os desafios da "gig economy"

O conceito de gig economy envolve trabalhadores autônomos em busca de flexibilidade e valorização de serviços, mas esbarra em desafios trabalhistas complexos, que são apresentados em situações do dia a dia.

O estudo do Ipea cita ainda alguns impactos a curto prazo, como a redução de renda e aumento de vulnerabilidade dos trabalhadores que ficam sem seguro-desemprego, auxílio-doença, entre outras garantias.

No Tecnoblog, já falamos sobre as dificuldades enfrentadas por motoristas de aplicativo com a alta de combustíveis, e também já noticiamos diversos casos onde grandes empresas foram condenadas a pagar indenizações devido às relações estabelecidas com parceiros. Com o crescimento do setor, tais assuntos se tornam ainda mais urgentes.

Com informações: Ipea

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