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Mais de 12 mil caíram em golpe do Whatsapp por dia em agosto

Número de clonagens de WhatsApp no Brasil aumentou 90% entre janeiro e agosto

18 set 2020
13h58
atualizado às 14h19
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Em agosto, mais de 12 mil brasileiros foram afetados por dia pelo golpe de clonagem de WhatsApp, de acordo com dados do dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da startup PSafe. Ao todo, o estudo projeta que cerca de 377 mil pessoas foram vítimas do golpe no mês passado no País, um número 90% maior do que o registrado em janeiro.

Logo do Whatsapp
26/11/2019
REUTERS/Dado Ruvic
Logo do Whatsapp 26/11/2019 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

O golpe de clonagem de WhatsApp é usado pelos cibercriminosos para sequestrar uma conta e utilizar o acesso para se passar pela vítima e fazer pedidos a seus contatos, como solicitações de empréstimos.

De acordo com a PSafe, alguns golpes se utilizaram do contexto da pandemia. "Os golpistas se aproveitam de temas em alta na mídia, como o próprio coronavírus, para criar estratégias e enganar as vítimas", diz Emilio Simoni, diretor do dfndr lab. "Já identificamos golpes em que pessoas mal-intencionadas tentam se passar por pesquisadores do TeleSUS, por exemplo, alegando que estão fazendo pesquisas sobre a covid-19, e solicitando um suposto código de confirmação enviado para o celular do respondente para validar a pesquisa". O código em questão é um PIN do WhatsApp, um código de segurança pelo qual os cibercriminosos conseguem acessar e sequestrar a conta das vítimas.

Esse tipo de golpe também usa frequentemente falsas promoções e sorteios para obter o código de confirmação do WhatsApp do usuário e até mesmo outros dados pessoais.

Para se proteger, a PSafe orienta a ativação da autenticação em dois fatores, em que um segundo código de segurança é necessário além da senha — essa função pode ser ativada no próprio aplicativo, na parte de configurações. Além disso, a empresa alerta para nunca compartilhar o código PIN do WhatsApp com terceiros.

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Estadão
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