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iPhone 12 virá sem carregador e fone de ouvido e Apple é alvo de críticas

Para especialistas, empresa deverá sinalizar a mudança na hora da compra, para não induzir o consumidor ao erro; fabricante afirma que medida tem justificativa ecológica

13 out 2020
21h06
atualizado em 14/10/2020 às 09h59
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Em meio ao evento do iPhone 12 da Apple nesta terça-feira, 13, uma notícia em particular mexeu com os ânimos dos usuários nas redes sociais: a empresa vai parar de mandar carregadores e fones de ouvido dentro das caixas dos celulares. Isso significa que, se você for comprar um iPhone, terá de comprar um carregador ou fones à parte - aqui no Brasil, ambos os acessórios custam R$ 219 na loja oficial da empresa.

A Apple disse durante o evento que a decisão tem caráter ecológico. A medida visa reduzir a emissão de carbono, já que permite que mais iPhones sejam enviados em cada frete, além de reduzir a mineração de metais usados para o carregador. A empresa estima que já tenha vendido pelo menos 2 bilhões de carregadores no mundo todo.

A retirada dos carregadores e fones vinha sendo especulada há alguns meses. Alguns analistas apontavam que reduzir a quantidade de itens na caixinha poderia ser uma solução para deixar o kit mais barato e ainda incrementar a loja de produtos da Apple com a venda separada dos acessórios.

Nas redes sociais, muitos usuários criticaram a medida dizendo que há uma intenção comercial por trás do "discurso ecológico". Procurada pelo Estadão, a Apple não comentou o assunto.

Na visão de Michel Roberto de Souza, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a mudança exigirá que a Apple esclareça e informe o cliente na hora da compra. "Será necessária uma sinalização na hora da compra, deixando claro que o carregador não está incluso no pacote. Isso é importante inclusive para o consumidor saber o que o preço do kit oferece", diz. "Sem essas informações, a empresa pode induzir o consumidor ao erro".

A venda casada de produtos é considerada uma prática abusiva pela legislação brasileira, afirma o advogado do Idec. Porém, Souza explica que o caso da Apple inclui outras questões como a preocupação ambiental e o fato de a empresa argumentar que os consumidores já teriam carregadores. "Ainda temos poucas informações de como esses kits serão vendidos na prática", diz.

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Estadão
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