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Anúncios estarão em carro, relógio e geladeira, diz Google

22 mai 2014 18h06
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Funcionária atende chamada telefônica em escritório da Google em Zurique, 18 de agosto de 2009. Um novo recurso do Gmail do Google terá como resultado alguns usuários recebendo mensagens de pessoas com as quais eles não compartilharam seus endereços de email, gerando preocupações entre alguns defensores de privacidade.
Funcionária atende chamada telefônica em escritório da Google em Zurique, 18 de agosto de 2009. Um novo recurso do Gmail do Google terá como resultado alguns usuários recebendo mensagens de pessoas com as quais eles não compartilharam seus endereços de email, gerando preocupações entre alguns defensores de privacidade.
Foto: Christian Hartmann / Reuters

O Google disse que, daqui há alguns anos, haverá publicidade em qualquer objeto, como termostatos, geladeiras, painéis de carro e relógios. A afirmação de que esses dispositivos poderiam mostrar anúncios e outros conteúdos aparece em um registro na Comissão de Títulos e Câmbios dos Estados Unidos em dezembro de 2013, segundo o jornal The Guardian.

O registro foi repercutido pelo CEO e fundador da Nest, Tony Fadell, que fabrica termostatos controlados pela web e foi comprada pelo Google em janeiro deste ano por US$ 3,2 bilhões. “A Nest funciona independentemente do resto do Google, com um time de gerência, marca e cultura separados. Não temos nada contra anúncios - afinal de contas, a Nest faz muita propaganda. Nós só não achamos que elas são certas para a experiência do usuário da Nest”, comentou.

O Google também afirmou: “A Nest, que adquirimos depois de esse registro ter sido feito, não tem um modelo baseado em publicidade e nunca teve nenhum plano para isso”.

Estratégia
A Comissão de Títulos e Câmbios pressionou o Google a dividir suas fontes de publicidade entre “desktop” e “mobile”, já que investidores suspeitam que os anúncios móveis geram menos receita e interação e que a mudança do uso da internet para celulares pode afetar a receita da empresa.

No registro, o Google disse que colocar celulares e tablets em uma única categoria mobile poderia ser uma maneira enganosa de dividir as fontes, pois o uso de tablets “tem muito mais em comum com desktops do que com celulares”.

A empresa também acredita que os dispositivos inteligentes estão mudando o mercado de publicidade online e já começou a dar seus passos para acompanhar essa tendência. Ela assinou um acordo em janeiro com a Audi, General Motors, Hyundai e Honda para levar o Android aos painéis dos carros, anunciou o sistema operacional para smart watches, além de ter iniciado as vendas do Google Glass para qualquer pessoa nos Estados Unidos.

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Fonte: Terra
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