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Advogado diz que ficou viciado em pornografia por causa da Apple

Americano alega que acesso inadvertido a conteúdo adulto o levou ao vício e à perda de interesse pela esposa, 'que já não tem mais 21 anos', segundo processo que abriu contra a fabricante do iPhone e do iPad

15 jul 2013
10h28
atualizado às 10h31
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<p>Ao digitar 'Facebook' errado, Chris Sevier entrou em site de pornografia Fuckbook</p>
Ao digitar 'Facebook' errado, Chris Sevier entrou em site de pornografia Fuckbook
Foto: Reprodução

Um advogado americano está processando a Apple porque os dispositivos da companhia permitem o acesso a conteúdos pornográficos na internet. Chris Sevier, do estado americano do Tennessee, pede que todos os produtos de Cupertino venham automaticamente bloqueados contra conteúdos adultos na internet, e se o usuário quiser acessar sites do gênero, pode pedir um código de desbloqueio. As informações são do Above The Law, que descobriu o processo, aberto no mês passado.

Sevier, de 36 anos, afirma na ação que a ferramenta de filtro contra pornografia serviria também para ajudar os usuários a ter autocontrole. No processo de 50 páginas, o advogado se descreve como "vítima dos produtos da Apple", e explica porque resolveu processar a gigante americana.

"Ao usar o Safari (navegador da Apple), o Reclamante acidentalmente escreveu 'facebook.com' errado, o que o levou ao site 'fuckbook.com' e a uma série de sites que o levaram a ver imagens pornográficas, que apelaram para suas sensibilidades biológicas como ser masculino e levaram a um vício indesejado e com consequências adversas", afirma Sevier no processo. Na sequência, o americano faz acusação de "competição injusta e interferência no contrato matrimonial": "o Reclamante ficou totalmente fora de sintonia em sua relação amorosa com sua esposa, (...) começou a desejar garotas mais jovens e bonitas (como as) dos vídeos, em vez de sua esposa, que não tem mais 21 anos".

"O Reclamante não conseguia mais diferenciar pornografia na internet de sexo de verdade por causa do conteúdo que acessou a partir do produto da Apple, que não lhe deu nenhum aviso sobre os perigos da pornografia online em geral", resume Sevier na ação. Entre outros argumentos, ela também compara a indústria de entretenimento adulto à música, referindo-se aos downloads ilegais, e alega que se os dispositivos viessem bloqueados contra pornografia, o segmento se beneficiaria economicamente do fato.

No processo, Sevier ainda alega que "ama a Apple".

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Fonte: Terra
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