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Advogado de fundador do "Wikileaks" diz que seu cliente pedirá asilo à França

19 mai 2017
13h28
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Um advogado francês do fundador do site "WikiLeaks", Julian Assange, disse nesta sexta-feira que seu cliente voltará a pedir asilo na França, após tomar conhecimento de que a promotoria da Suécia arquivou a investigação contra o ativista por suposto abuso sexual.

Pela segunda vez desde 2015, quando Assange teve sua primeira petição de asilo em território francês negada, "será responsabilidade da França dar a ele o asilo político", disse Juan Branco em declarações à emissora "France Info".

O jovem assessor jurídico de Assange assegurou que seu cliente "tentará sair da embaixada do Equador em Londres", onde está recluso há sete anos, embora ainda exista o risco de ser detido pela Scotland Yard.

Apesar da decisão da Justiça sueca, a polícia britânica assegurou hoje que tem a obrigação de cumprir com a ordem de detenção emitida pela Corte de Magistrados de Londres, em virtude da solicitação de extradição da Suécia.

Assange "vai reivindicar principalmente um gesto da França, para que este país possa acolhê-lo e protegê-lo contra a perseguição judicial dos Estados Unidos", acrescentou Branco, que é candidato a deputado nas eleições legislativas de junho na França pelo movimento esquerdista França Insubmissa de Jean-Luc Mélenchon.

Após ter sua solicitação negada em 2015 pelo presidente socialista François Hollande, a nova petição de asilo será agora analisada pelo social liberal Emmanuel Macron, recém-eleito presidente da França.

Assange, de 45 anos, está refugiado desde junho de 2012 na sede diplomática equatoriana em Londres para evitar ser entregue às autoridades da Suécia, que queriam interrogá-lo sobre supostos crimes sexuais cometidos nesse país em 2010.

O ativista australiano sempre afirmou que teme, se deixar o edifício diplomático equatoriano, ser entregue aos Estados Unidos, onde enfrentaria um tribunal militar pelos milhares de vazamentos de informações feitos por seu site sobre o governo americano.

Branco confirmou que "ameaças foram proferidas pelo próprio (presidente dos EUA) Donald Trump há algumas semanas para manter Julian Assange preso pelo resto da vida por suas atividades como jornalista e pela revelação de escândalos de corrupção e crimes contra a humanidade".

Em seu perfil no Twitter, o chanceler equatoriano, Guillaume Long, também escreveu hoje que espera que o Reino Unido conceda "com prontidão" um salvo-conduto ao fundador do "WikiLeaks", já que a ordem de detenção europeia contra ele "já não tem mais validade".

EFE   

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