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Turbi aposta em aluguel de carro 'por hora' e sem limite de combustível

Com locação controlada por aplicativo, empresa permite que usuário escolha e devolva carro sem falar com ninguém, pagando apenas por pacotes de horas, não por diárias

27 nov 2019
05h11
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Enquanto uma série de startups estão de olho no mercado de aluguel de carros para motoristas de aplicativo, há quem também se dedique a reinventar a locação de veículos para o consumidor final. É o caso da Turbi, startup paulistana fundada em 2017 e que deve encerrar 2019 com faturamento de R$ 8 milhões, com cerca de 500 carros em sua frota. Para conquistar os usuários, a empresa aposta numa combinação de facilidades tecnológicas com benefícios no bolso.

"Somos uma locadora digital: hoje, o usuário faz o cadastro e reserva o carro no app. Depois, vai até o local designado e abre o carro com o próprio app, sem precisar falar com ninguém", diz Diego Lira, cofundador e presidente executivo da Turbi. Para isso, a empresa tem uma plataforma de segurança entre os carros e seu aplicativo - já a chave fica mesmo dentro do veículo, em um sistema que permite que o aluguel seja feito 24 horas por dia, 7 dias por semana. Por enquanto, a empresa está apenas na cidade de São Paulo e usa estacionamentos privados como ponto de encontro entre motorista e veículo.

A devolução também é diferente: no lugar das agências com hora pra fechar das grandes locadoras, o usuário deve apenas entregar o veículo no mesmo local que buscou, fazendo uma revisão tirando algumas fotos e checagens do carro. Em vez de cobrar por diárias, como a maioria das locadoras faz, a Turbi cobra por pacotes de horas - de 12 em 12, mas abate o valor caso o usuário utilize apenas parte desse período contratado. O valor começa em R$ 10 por hora, no caso de veículos econômicos, e vai até cerca de R$ 40.

Cada quilômetro custa R$ 0,50, mas não há limite no uso do combustível - o usuário tem um cartão de reabastecimento à disposição quando aluga o carro e deve apenas devolvê-lo com pelo menos 25% do tanque cheio. "Temos um sistema que calcula se o uso do combustível foi além do normal", explica Lira. "Se usuário achar um posto no interior do País que só aceita dinheiro, ele pode tirar uma foto do comprovante e ser reembolsado." Para uma viagem de São Paulo a Santos, com duração de um final de semana, o executivo estima que a conta gire em torno de R$ 250.

Com cerca de 40 funcionários, a empresa deve contratar mais 20 pessoas nos próximos seis meses. O foco será na área de tecnologia, no qual estão um de seus diferenciais. "Preferimos contratar um desenvolvedor a ter dez pessoas no operacional", afirma o cofundador da Turbi. Um exemplo está na área de multas, que é totalmente informatizada. Ao receber o aviso de uma infração, o sistema da startup identifica qual era o condutor naquela hora e já cobra a multa no cartão, com a identificação do condutor.

Nos próximos meses, a Turbi pretende ainda captar uma nova rodada de investimentos, que deve turbinar o desempenho da empresa. A previsão para 2020, diz Lira, é de aumentar em dez vezes o tamanho da frota da startup, chegando a 5 mil carros - com isso, o faturamento projetado para o ano que vem é de R$ 100 milhões. Além de São Paulo, a empresa pretende atender também mercados como São José dos Campos, Campinas, Porto Alegre e Belo Horizonte até o fim de 2020.

Uma das formas de fazer a conta fechar é que a empresa não compra os veículos que aluga junto às montadoras, mas sim faz leasing dos modelos. "O fornecedor do carro é quem tem o trabalho de revender", diz Lira. Além disso, por conta das parcerias com estacionamentos, a empresa não gasta com a locação de agências. "Um espaço de mil metros quadrados em locais como a avenida Juscelino Kubitschek custa muito caro."

Estadão
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