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Startup Vórtx recebe aporte de R$ 190 milhões na expectativa de digitalizar mercado financeiro

Fintech atua na digitalização de serviços de 'back office' de grandes bancos e gestoras de investimentos

25 mar 2021
21h01
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A fintech Vórtx, que fornece infraestrutura tecnológica para os "bastidores" do mercado financeiro, anuncia nesta quarta, 24, que recebeu aporte de R$ 190 milhões do fundo americano de private equity FTV Capital, que já realizou outros quatro investimentos na América Latina, como no unicórnio brasileiro Ebanx. A rodada, segunda da startup fundada em 2015, será usada impulsionar o crescimento da empresa.

O negócio da Vórtx é focado no back office do mercado financeiro. Isso significa que o serviço é responsável pelo processamento e liquidação das operações financeiras de bancos e gestoras de investimentos, que têm como clientes os investidores. Na prática, a companhia, sempre com foco B2B, fornece uma plataforma automatizada com informações de fundos do mercado aos seus clientes, evitando que estes errem processamentos de registros e de cálculos e garantindo que o trabalho seja agilizado e o tempo, melhor otimizado. Antes, esse trabalho de comunicação entre back office e fundos de investimento era feito por meio de trocas de e-mails.

"Com o 'efeito XP', todo mundo queria desbancarizar e ter uma corretora independente, mas isso de nada adiantava porque o banco e o administrativo eram 100% analógicos. Foi aí que avançamos e fizemos a construção de tecnologia com cabeça de fintech", diz ao Estadão Juliano Cornacchia, o CEO e fundador da startup ao lado do sócio Alexandre Assolini.

A Vórtx, fundada por Alexandre Assolini (esq.) e por Juliano Cornacchia (dir.), é uma fintech dedicada ao back office do mercado financeiro
A Vórtx, fundada por Alexandre Assolini (esq.) e por Juliano Cornacchia (dir.), é uma fintech dedicada ao back office do mercado financeiro
Foto: Divulgação/Vórtx / Estadão

O cheque será utilizado para expandir investimentos em tecnologia na empresa, contratar pessoal (há mais de 100 vagas já abertas e o plano é chegar ao final do ano com 300 funcionários, o dobro do atual) e realizar aquisições de outras empresas. "Com esse aporte, passamos a ser o maior player dos independentes no mercado financeiro e, investidos por um fundo americano, passamos ao varejo a sensação de que não somos mais uma empresa familiar", conta Cornacchia.

A startup atua no mercado B2B, e, embora não revele nomes, diz ter grandes gestoras e grandes bancos. Além disso, a empresa tem mais de R$ 125 bilhões de ativos sob custódia, atuando como administradora de carteiras, custodiante, escriturador e agente fiduciária.

Para o futuro, a Vórtx quer entrar no mercado de ativos líquidos, que têm compra e venda mais rápida e, portanto, maior alcance de operações e maior potencial de ganhos. "Vamos apostar em ativos líquidos, um universo infinitamente maior. Dos R$ 6 trilhões da indústria de fundos, mais ou menos R$ 4 trilhões é de fundos líquidos. Temos um mercado enorme para abarcar e esse é o segmento que vai fazer mudança para a companhia", diz Cornacchia.

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Estadão
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