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Startup Partyou levanta R$ 10 mi para profissionalizar as associações estudantis

Companhia tem plataforma de gestão, controle financeiro e venda de produtos para associações estudantis

18 jan 2022 10h10
| atualizado às 17h06
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Para tentar tirar do horizonte das associações estudantis e centros acadêmicos a mesa de bilhar e o caderninho de movimentação financeira, a startup Partyou anuncia nesta terça-feira, 18, o recebimento de um aporte de R$ 10 milhões. A rodada foi liderada pelo Inovabra Ventures, braço de investimentos em inovação do Banco Bradesco - participaram também a Asterisk Partners, firma de venture capital com sede nos EUA.

A Partyou está tentando colocar as associações estudantis em outro patamar por meio de uma plataforma de gestão financeira e administrativa focada nessas organizações. O sistema da Partyou ajuda essas organizações com a regulamentação de CNPJ e serviços de contabilidade, além de permitir a comercialização de ingressos para eventos. Sabe aquele churrasco de fim de ano? Ele poderá ganhar ingressos com QR Code e ser comercializado diretamente na internet, o que reduz o volume de transações em dinheiro.

Além de manter o controle financeiro, o modelo permite que as associações tenham controle de estoque e logística de produtos que pretendem comercializar. O sistema ainda dá aos alunos acesso a uma plataforma onde os eventos e produtos podem ser comprados.

"Nós somos especializados em trabalhar com serviços para os alunos. Queremos trazer uma plataforma onde o aluno possa se sentir bem com a vida de universitário." afirmou Otávio Dutra, cofundador da Partyou.

Para a startup, a participação do Banco Bradesco, por meio do Inovabra Ventures, representa um grande avanço no seu crescimento, além de um motor para o desenvolvimento do mercado universitário brasileiro. "A entrada do Bradesco como sócio reforça a missão da Partyou de oferecer soluções focadas em um perfil de cliente específico, o universitário, com o qual temos um canal privilegiado de engajamento e o entendimento de suas atividades e desejos. Além disso, sabemos que juntos, Partyou e Bradesco, poderemos desenvolver o ecossistema acadêmico e participar ativamente de todos os aspectos da vida do aluno, incluindo sua gestão financeira", disse Dutra.

"Para nós do Inovabra Ventures, esse investimento representa um marco no aprimoramento do mercado acadêmico. Queremos ajudar a Partyou a entregar as melhores soluções para os estudantes no momento em que eles mais precisam, já que a boa vida universitária é diretamente ligada a um ótimo gerenciamento da vida financeira", complementa em nota Eduardo Kupper, head de Venture Capital do Inovabra Ventures.

Atualmente, a plataforma da companhia já está presente em mais de 900 associações em 130 cidades do País, atendendo mais de 170 mil alunos. Com o novo cheque, a Partyou busca expansão territorial. A meta é chegar a 200 cidades em 2022 e atender cerca de 1 mi e meio alunos. Apesar de estar presente em outras regiões, o foco atual da companhia é nas regiões Sul e Sudeste - 60% dos estudantes atendidos estão nas duas regiões.

Fundada em 2016 e operando desde 2017, a startup conta com 34 pessoas. A empresa surgiu depois que Otávio Dutra, Leandro Souza e Thais Mellone perceberam que a gestão de festas e jogos interclasses não poderia mais depender do caderninho. Com o grande volume de eventos universitários no horizonte, a empresa percebeu o potencial de mercado.

"Começou como algo feito por alunos para os alunos." disse Otávio Dutra, CEO e cofundador da Partyou. "Começamos com vendas de ingressos para eventos pequenos, hoje, além disso, podemos ajudar com a vida financeira das associações," concluiu.

Em 2017, o trio começou a acelerar o negócio ao perceber que o público universitário tinha problemas com suas associações e centros acadêmicos. Assim, eles levantaram R$ 1 milhão por meio de um crowdfunding e investidores-anjo. Em 2019, conseguiram uma rodada de R$ 2,5 milhões com a Asterisk Partners.

Além da expansão geográfica, a ideia da Partyou é lançar novos produtos voltados para os alunos, como conta e marketplace. No modelo de negócios, eles possuem duas fontes de receita: taxa nas vendas feitas pela plataforma e serviços de contabilidade para associação estudantil que são prestados dentro da plataforma.

"Um dos maiores desafios no começo foi achar um produto adequado para vender e achar investidores para comprar a ideia do que nós queríamos vender." afirmou Leandro Souza, diretor de tecnologia e cofundador da Partyou. "Na época, unir serviços financeiros com uma plataforma de vendas não parecia viável ", concluiu Souza.

*é estagiário sob supervisão do editor Bruno Romani

Estadão
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