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Startup Justos, de seguro, recebe aporte de US$ 35 mi para atender motoristas 'comportados'

Ainda sem data de lançamento, a startup já tem fila de espera para assinar o serviço; boa conduta pode dar até 30% de desconto no plano

25 out 2021 17h00
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A Justos, startup de seguro para automóveis, anunciou nesta segunda-feira, 25, o recebimento de um aporte no valor de US$ 35 milhões liderado pelo Ribbit Capital, com participação dos fundos SoftBank Latin America e GGV além de investidores individuais, como Kaszek, BigBets, David Velez, do Nubank, e Carlos Garcia Otatti, da Kavak.

O investimento Série A na empresa marca o segundo cheque do ano e prepara o lançamento dos serviços em São Paulo para os últimos meses de 2021. O montante em caixa vai ser utilizado para contratações e para a expansão da Justos no Brasil.

"Vamos começar na Grande São Paulo e queremos expandir para todos os estados do Brasil. Ainda temos basicamente metade do investimento do aporte do início do ano, mas, de qualquer forma, o mercado de seguro demanda capital, então vamos seguir crescendo e contratando pessoas", afirma Dhaval Chadha, presidente e fundador da Justos, em entrevista ao Estadão.

Ainda não operando comercialmente, a insurtech atrai olhares desde seu anúncio, em maio de 2021, por trazer uma proposta de seguro baseada na conduta do motorista. Fundada por Dhaval Chadha, Jorge Soto Moreno e Antonio Molins, a startup não planejava levantar um aporte Série A antes do lançamento. A proposta dos investidores, porém, fez com que a equipe voltasse atrás e adiantasse a rodada em alguns meses.

"Foi antes do que a gente esperava. Mas foi antecipado porque mandamos um e-mail para investidores, contando atualizações da empresa, e as propostas de aporte começaram a surgir. O mercado estava disposto a antecipar, foi muito rápido", explica Chadha, que já tinha visto um cheque de R$ 15 milhões entrar na startup neste ano.

O produto parece simples: um seguro automotivo, oferecido em parceria com a Companhia Excelsior de Seguros, que oferece um plano de cobertura para acidentes e avarias que possam ser causadas por batidas. A forma de cobrar, porém, é como a startup quer se diferenciar no mercado de insurtechs.

Por meio de um app instalado no celular do usuário, a Justos vai monitorar aspectos de aceleração, frenagem, direção em curvas e até a atenção — medida pela quantidade de vezes que a pessoa mexe no celular enquanto guia o carro. Tudo isso soma uma pontuação no sistema da empresa que determina o quão prudente o motorista é.

A partir dessa pontuação, a Justos oferece descontos nos valores da parcela do seguro para quem se comportar bem no trânsito. Segundo Chadha, a redução no valor pode ser de até 30%, a ser aplicada no mês seguinte.

Mesmo sem uma data oficial de lançamento — com expectativa para novembro ou dezembro de 2021 — a Justos já tem lista de espera para o serviço. Parte do sucesso, antes mesmo de estar no ar, se deve ao fato do mercado de insurtech estar em uma crescente no Brasil, afirma Chadha.

Outro motivo apontado é a diferenciação que a empresa pode ter ao se adaptar e fornecer produtos para os clientes. Com o aporte, a startup se prepara justamente para esse tipo de demanda.

"É uma indústria cara de entrar. A gente decidiu que era melhor pegar dinheiro agora e ter mais tempo para encontrar o mercado, com mais fôlego. Uma vez que a gente encontrar esse mercado, já teremos o dinheiro para executar os serviços de forma rápida", ressalta Chadha.

Em 2022, a operação recém inaugurada passa pela força tarefa de chegar a todos os Estados do Brasil. Para isso, até o final deste ano, 50 pessoas devem fazer parte do time da Justos. Até o final do ano que vem, Chadha espera contar com 200 funcionários e operação plena para, em 2023, mirar a expansão para o México.

"No ano que vem a gente começa a expandir para outros Estados e depois para outros produtos e países. A gente gosta da ideia de ir para outras áreas, como seguros de vida e residencial, por exemplo, mas no momento certo. Esse é um mercado com demanda intensiva em termos de capital. Quanto mais a gente tiver em caixa, mas competitivo a gente é por definição", afirma Chadha.

*É estagiária sob supervisão do editor Bruno Romani

Estadão
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