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Startup de varejo Gonddo recebe aporte milionário

Focada na conexão entre o atacado e o varejo, a empresa pretende usar os novos recursos para expandir seus serviços em 2021

28 jan 2021
05h10
atualizado às 11h31
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A Gonddo, startup de atacado que conecta marcas e pequenos varejistas, anunciou nesta semana que recebeu um aporte liderado pela Iporanga Investimentos com participação da Verve Capital - participaram do cheque também investidores-anjo como Tiago Dalvi, fundador da Olist. O valor não foi revelado, mas a empresa afirmou ao Estadão que gira em torno de alguns milhões de reais.

A empresa, que funciona como um marketplace para as varejistas, quer usar o investimento para expandir seu time e melhorar seus produtos. Para Rodrigo Cruz, cofundador e presidente da Gonddo, o próximo passo é fazer com que o pequeno varejista possa encontrar ainda mais opções de atacadistas no site da startup.

"Acabamos de lançar o segmento de alimentos e bebidas e até o final do primeiro trimestre devemos alcançar novas categorias como vestuário e petshops. O plano também é aumentar o time nos próximos meses", afirmou Cruz, em entrevista ao Estadão.

Nascida poucos meses antes da pandemia, a Gonddo antecipou uma necessidade que seria muito utilizada em 2020: a compra e venda pela internet para o setor dos pequenos varejistas. Com serviços de alimentação, bebidas e cosméticos, a startup conecta os vendedores aos atacadistas por meio de uma plataforma, que permite que as compras sejam feitas todas de uma vez, mesmo que sejam de fornecedores diferentes.

Na plataforma, os varejistas também podem comprar com prazo de pagamento de até 60 dias. A startup fica na intermediação dos pagamentos entre o atacadista e o vendedor, sem armazenar nem um estoque, e cobra uma comissão das empresas fornecedoras sobre o que é vendido pelo site.

"Identificamos que existe esse problema das marcas se comunicarem com esses varejos pequenos, que não são redes. Esse pequeno varejo é a maior parte das empresas no Brasil. Queremos dar essa experiência de e-commerce para esses estabelecimentos", afirma Cruz.

Durante a pandemia, a Gonddo teve seus momentos de altos e baixos: ao mesmo tempo em que era necessário comprar pela internet, muitos varejistas estavam fechando o negócio temporariamente ou até permanentemente. Entretanto, o comércio prevaleceu, afirma Cruz, e o crescimento chegou a cerca de 77% ao mês no ano passado. Foi uma aceleração sentida no e-commerce como um todo: prova disso é a startup brasileira Vtex, que atingiu o status de unicórnio (avaliação acima de US$ 1 bilhão) em 2020, ajudando grandes marcas a criarem e manterem suas lojas online.

Para Renato Valente, da Iporanga Investimentos, o aporte foi uma aposta em um setor que tem crescido com a digitalização, em um cenário que tende a perpetuar o hábito de resolver "problemas" pela internet, como a compra não só individual, mas comercial de produtos.

"A gente olha o tamanho do mercado, se é grande, se é massivo. A gente também vê também a tecnologia, a startup tem esses atalhos de crédito por exemplo, e o timing. O que a Gonddo faz já é uma tendência lá fora e a pandemia deu uma acelerada nisso. O próximo passo é usar, além da vida pessoal, também no negócio", afirma Valente.

Pensando no futuro, a startup quer agora aproveitar a onda da digitalização e dos novos produtos para continuar aumentando a sua clientela, explica Cruz.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Romani

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