1 evento ao vivo

Startup de seguro para celular, Pitzi recebe aporte de R$ 60 mi

Os novos recursos serão utilizados para sofisticar o serviço da startup

11 nov 2019
16h55
atualizado às 18h43
  • separator
  • 0
  • comentários

A startup de seguros Pitzi anunciou nesta segunda-feira, 11, que recebeu um investimento de R$ 60 milhões, liderado pelo fundo americano QED Investors, investidor de empresas como Nubank e QuintoAndar, e também pelo WTI. Com o novo aporte, a Pitzi se diz avaliada em R$ 400 milhões - este ano, a empresa, que vende seguros para celulares, atingiu a marca de 1 milhão de clientes.

O presidente executivo da startup, Daniel Hatkoff, afirmou ao Estado que os novos recursos serão utilizados para sofisticar o serviço da Pitzi: "Vamos investir em logística para, ao mesmo tempo, acelerar a entrega dos celulares e reduzir o preço do nosso produto".

Além disso, a empresa pretende refinar o uso de algoritmos na sua operação. "O uso de dados nos ajuda a evitar fraudes. É um esforço importante inclusive para abrir mais espaço para um produto que oferecemos: o seguro de celulares usados", diz Hatkoff.

Os fundos Valiant Partners e Thrive Capital, que já eram investidores da Pitzi, também participaram da nova rodada. Até então, a startup tinha recebido três rodadas de aportes, somadas em R$ 70 milhões.

A Pitzi tem hoje 130 funcionários. Ela trabalha ao lado de seguradoras como Zurich, AXA, Mapfre, Sura e Generali, gerenciando seus programas de seguro de celular. A startup utiliza tecnologia para cuidar desde o atendimento do cliente até a logística em torno do conserto e devolução do aparelho.

Bill Cilluffo, sócio na QED Investors, enxerga potencial no serviço da startup: "Na QED, temos uma grande experiência no uso de dados e tecnologia para habilitar modelos de negócios transformacionais e disruptivos. Acompanhamos a Pitzi há anos e estamos convencidos do seu potencial para gerar mudanças impactantes no mercado segurador brasileiro", afirmou o executivo em comunicado.

Segundo Hatkoff, a Pitzi foca especificamente em seguros para celular porque ele é um dos bens favoritos do brasileiros. A meta da startup é aumentar sua base de clientes para proteger cada vez mais aparelhos: "Hoje, só 4% dos smartphones são protegidos no país, comparado com até 90% em outras regiões. Queremos expandir o mercado e chegar a esse nível de penetração em um futuro próximo. Estamos só no começo".

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade