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Startup de hospedagem Oyo demitirá 5 mil funcionários no mundo

Com as demissões, a Oyo reduz sua equipe para 25 mil pessoas

5 mar 2020
18h28
atualizado em 9/3/2020 às 16h22
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A startup indiana de hospedagens Oyo, uma das apostas do grupo japonês SoftBank, disse nesta quarta-feira, 4, que está demitindo 5 mil funcionários ao redor do mundo, como parte do esforço da empresa para cortar gastos e retomar o crescimento. Com as demissões, a Oyo reduz sua equipe para 25 mil pessoas. A informação é da agência de notícias Bloomberg.

O foco principal das demissões foi a China, onde a operação foi afetada pelo surto do coronavírus - segundo a Bloomberg, a startup demitiu 3 mil pessoas no país asiático, o que representa 30% da operação da Oyo na região. Também foram demitidos funcionários nos Estados Unidos e na Índia. A assessoria de imprensa da startup disse ao Estado que neste mês não houve cortes no Brasil - entretanto, sem revelar números, a empresa confirmou que foram feitas demissões no Brasil em janeiro.

A Oyo afirmou que as demissões são parte de uma reestruturação da empresa, anunciada em janeiro. "Continuaremos trabalhando com nossos milhares de parceiros para cumprir nossa missão de criar experiências de vida de qualidade para milhões de pessoas de renda média em todo o mundo", disse um porta-voz da empresa em comunicado.

A startup indiana opera hoje em 80 países. Em janeiro, a Oyo demitiu 1,8 mil pessoas em seus escritórios na China e na Índia - a empresa indiana eliminou 5% dos seus 12 mil postos na China e 12% dos 10 mil funcionários na Índia.

Fase difícil

No ano passado, ao receber uma rodada de aportes de US$ 1,5 bilhões liderada pelo SoftBank, a Oyo foi avaliada em US$ 10 bilhões, sendo considerada um "decacórnio" - apelido dado a empresas que superam a cotação de US$ 10 bilhões no mercado privado.

Fundada em 2013 pelo indiano Ritesh Agarwal, a Oyo funciona de forma diferente às principais startups de hospedagem do mundo. Em vez de oferecer comparações de preços (como fazem Booking e Trivago, por exemplo) ou habitações de pessoas comuns (como o Airbnb), a companhia tem como estratégia fazer parcerias com hotéis já existentes em grandes e pequenas cidades do mundo todo.

Os cortes na Oyo acontecem num contexto global de reestruturação do grupo japonês SoftBank, que em novembro do ano passado registrou o primeiro prejuízo trimestral em 14 anos após o fracasso da abertura de capital do WeWork - o SoftBank foi forçado a gastar mais de US$ 10 bilhões para resgatar a startup de compartilhamento de escritórios.

Outras empresas do portfólio do grupo japonês estão sofrendo com o cenário: em janeiro a colombiana Rappi, que atua no Brasil, anunciou a demissão de 6% de seus funcionários em todo o mundo, incluindo o Brasil.

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Estadão
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