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Startup de financiamento estudantil Provi faz captação de R$ 50 mi

Voltada para alunos e instituições de ensino, a Provi já participou de financiamentos de mai de 60 mil estudantes em dois anos

25 mar 2021
08h10
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A Provi, startup de financiamento estudantil, anunciou nesta semana a captação de R$ 50 milhões supervisionada pela Vert, companhia especializada em operações de crédito no mercado de capitais. A fintech oferece serviços para alunos e instituições relativos ao financiamento de cursos e de manutenção do ensino superior.

O aporte recebido pela Provi segue o modelo das debêntures, ou seja, a fintech oferece emissões de produtos de crédito para o mercado. O valor de R$ 50 milhões já vem sendo usado desde o final do ano passado para viabilizar o serviço para escolas e alunos.

"Uma das grandes coisas que a gente conseguiu resolver é essa parte do mercado de crédito. A gente faz emissões de produtos de crédito, que rende o dinheiro para fazer o financiamento e os produtos. Essa debênture a gente terminou de captar agora e já está praticamente toda alocada voltada para continuar com os financiamentos", afirma Ana Baraldi, chefe de inovação da Provi.

Fundada em 2018 por Fernando Franco, Luciano Krebs e Mario Perino, a Provi atua na intermediação, direta ou indireta, do financiamento de ensino no Brasil. Para as escolas parceiras, a startup possui planos para que elas ofereçam a opção de pagamento para seus alunos. Nesse caso, a Provi adianta o valor das mensalidades, por exemplo, com um pequeno desconto do montante total. Ao todo, já são mais de 600 escolas parceiras, com cursos que vão desde bootcamps de programação a aulas de culinária.

Para os alunos, a empresa possui alguns planos de financiamento individual, como uma espécie de mesada, para que possa ser feito o pagamento da instituição. A fintech ainda financia bens de consumo, desde que sejam imprescindíveis ao estudo, como computadores.

Os planos funcionam com base em taxa de juros, e podem ser estendidos em modalidades de pagamentos. O aluno pode pagar imediatamente o término do curso ou em um período de carência, que toma como base o salário que será recebido quando for empregado.

"O financiamento é uma forma de alavancar as transformações de mudança de carreira, de aprender uma coisa nova e foi nesse mundo que a Provi surgiu. A gente entende que poder estudar não é só pagar um curso, então temos diversos formatos de acesso", afirma Ana.

Desde o início de 2020, quando a pandemia de covid-19 se instalou no Brasil, a empresa viu o número de alunos expandir consideravelmente, por conta das aulas online. De acordo com Ana, a fintech terminou 2019 com 750 alunos financiados e, até agora, em 2021, já soma mais de 60 mil.

"A gente atendia cursos online e presenciais, então passamos por um processo de readaptação. Entramos muito no mercado de cursos online, por conta da mudança de cenário e das pessoas estarem mais dispostas a aprender e estudar pela internet. Foi um potencial de crescimento muito grande".

Para o futuro, a empresa foca em expandir o negócio e aumentar a quantidade de alunos atingidos pela fintech. Segundo a Provi, o objetivo é entrar em mais uma rodada de captação para levantar outro investimento na área.

"A gente termina de fazer uma (captação) e começa a fazer outra para o modelo continuar se sustentando ao longo do tempo. Estamos mirando uma próxima rodada de investimentos. A gente entende que o acesso à educação deveria ser para todos, independentemente do tipo. Pensamos em atender outros mercados, outros tipos de curso. Nós vemos que quando as pessoas estão alocadas e trabalhando, isso é um incentivo para que elas continuem estudando", explica Ana.

*É estagiária sob supervisão do editor Bruno Romani

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Estadão
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