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Startup Carupi permite comprar e vender carro sem sair de casa

Criada por ex-presidente executivo da InstaCarro, que facilita venda de veículo para concessionária, startup leva automóveis até o comprador; modelo recebeu aporte de US$ 150 mil da aceleradora Y Combinator

2 fev 2020
05h11
atualizado em 4/2/2020 às 16h14
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Quem já vendeu ou comprou um carro usado sabe que o processo é complexo. Combinar visitas, negociar o valor pelo preço de tabela ou eventuais descontos e lidar com valores abaixo (ou acima) do esperado são problemas bastante comuns. Ex-presidente executivo da startup InstaCarro, Diego Fischer entende bem do assunto: em sua primeira empresa, ele criou um modelo para permitir a venda rápida de um carro para concessionárias. Agora, está de volta ao mercado com a Carupi, que busca unir os consumidores nas duas pontas da transação.

"No nosso negócio, o vendedor consegue o melhor preço possível, enquanto o comprador pode receber o carro entregue na porta de casa, 100% periciado", diz Fischer ao jornal. Ativa desde setembro de 2019, a empresa já atraiu investidores de peso: no final de 2019, a Carupi recebeu um aporte de US$ 150 mil da Y Combinator, aceleradora californiana que já investiu em nomes como Airbnb, Rappi e Dropbox.

"Para nós, foi um privilégio, porque eles têm uma taxa de aprovação menor do que 1%", afirma o empreendedor, que ainda têm ações da InstaCarro, mas já não está mais no cotidiano da empresa. Com ajuda dos investimentos, a empresa pretende fazer sua expansão para mais cinco cidades até o meio de 2020 - hoje, atua apenas na Grande São Paulo. A expectativa da startup é encerrar o primeiro semestre deste ano com R$ 100 milhões em transações realizadas.

Segundo Fischer, a comissão média cobrada pela venda de um veículo pela Carupi gira em torno de R$ 3 mil por carro - os valores variam de acordo com o modelo e o estado do automóvel. Porém, caso o vendedor conclua o negócio por outros meios, nada é cobrado do serviço realizado pela startup.

Como funciona

Para quem deseja vender um carro é preciso fazer um cadastro com as informações do veículo na plataforma da Carupi, disponível na web ou via aplicativo. A partir daí, a equipe da startup se encarrega dos passos seguintes. Um fotógrafo vai até onde o carro está para captar imagens do veículo, enquanto um especialista em vendas também é alocado para entender as necessidades do vendedor.

"O especialista conversa para entender qual é o prazo de venda dele e dar recomendações com relação ao preço", diz Fischer. "Como as pessoas vendem carro uma vez a cada quatro ou cinco anos, na média, muitas delas não sabem como precificar os veículos da forma correta."

Quando um comprador se interessa pelo carro, um motorista é enviado para retirar o veículo na casa do vendedor e levar até ele, para um test drive gratuito. Caso o negócio seja fechado, a Carupi recebe o dinheiro e repassa ao antigo dono do veículo, tomando uma comissão sobre a transação - a startup não revela os valores em específico. Todo o processo legal também é feito pela startup, com a transferência via cartório e a vistoria sob a responsabilidade da empresa.

Segundo Fischer, todos os funcionários recebem treinamento desenvolvido pela Carupi - inclusive os avaliadores que sugerem os valores e atestam as condições do veículo. Assim, a empresa consegue padronizar seus serviços e oferecer oportunidade para quem nunca trabalhou na área antes. "Selecionamos mais de acordo como a pessoa se adequa à nossa cultura do que pelo perfil de experiência profissional", diz o empreendedor.

Além da expansão territorial, a Carupi também tem investido em tecnologia para seu aplicativo. Recém-lançada, a consultoria personalizada também ajuda agora quem busca um automóvel. Para os próximos meses, o plano é lançar um sistema de sugestões automáticas, via algoritmo, de veículos semelhantes ao que o comprador já está de olho.

Estadão
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