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Startup aLavadeira quer abrir 40 lojas físicas em SP até 2023

A empresa, que nasceu na internet, pretende apostar no mercado físico para fortalecer a marca e dar mais opções ao clientes

5 jun 2019
05h13
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Não são poucos os casos de empresas que nasceram na internet e, agora, buscam o mundo físico - a Amazon, de Jeff Bezos, é o melhor exemplo com o Whole Foods ou suas lojas sem caixas. Aqui no Brasil, a gráfica Printi já fez o mesmo, para citar só um exemplo. Agora, é a vez de outra startup brasileira embarcar nessa onda: o serviço de lavanderia aLavadeira planeja inaugurar 40 lojas em São Paulo até 2023. Para realizar seu projeto, que pretende fortalecer a marca e dar mais opções aos clientes, a empresa prevê realizar um investimento de R$ 10 milhões.

A primeira loja deve ser inaugurada em breve, no bairro do Itaim Bibi, zona sul da capital paulista. É um passo importante para a empresa fundada em 2013, que até aqui funcionava apenas pela internet. Hoje, seu serviço é oferecido aos usuários pela internet, em formato de assinaturas. O usuário pode fazer um plano, por exemplo, para enviar todas as roupas da família duas vezes por semana para lavagem. Além de pessoas físicas, aLavadeira atende também pequenas empresas e até casas de repouso.

A própria startup é responsável pelo serviço e distribuição: por ano, a aLavadeira processa 2,5 milhões de peças em um centro de lavagem no Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Esse processo todo envolve tecnologia. Dentro da lavanderia, robôs passam cerca de uma camisa por minuto, um software determina que tipo de produto vai limpar cada roupa e as peças são controladas por códigos de barra, que são monitorados por um sistema. "É a tecnologia que permite que o serviço tenha escala", afirma Humberto Soares, presidente executivo da empresa, "é por isso que conseguimos entregar roupas em até três dias úteis".

Só o mundo online, entretanto, não bastava para a empresa. "Nosso trabalho está ligado a roupas, que lidam com a intimidade do consumidor. É preciso ter a confiança do cliente, precisa de olho no olho para ele entender como funciona", afirma Soares. Ele explica que as lojas físicas da aLavadeira funcionarão como pontos para auxiliar na logística - os clientes poderão entregar e buscar suas roupas diretamente no estabelecimento, se quiserem. A ideia também é estampar a marca da empresa nos bairros paulistanos e cativar um público que não costuma fazer pedidos de serviço pela internet.

Chegando no mercado físico, a aLavadeira acredita que tem ainda mais chance de competir com lavanderias tradicionais. "A loja é um canal novo. Seguimos com a proposta de oferecer um serviço rápido por um preço acessível", diz Soares.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Capelas

Estadão
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