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Remessa Online lança primeiro produto após ser comprada por Ebanx

Baseada em API, o software permite que empresas possam personalizar a plataforma de transações cambiais com a identidade visual da própria companhia

17 jan 2022 09h10
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A Remessa Online anuncia nesta segunda-feira, 17, um novo produto de software que vai permitir que empresas hospedem o serviço de remessas internacionais dentro de sua própria marca, site ou app. O movimento é o primeiro produto lançado pela startup após ser comprada pela Ebanx, fintech "unicórnio" (empresa avaliada em pelo menos US$ 1 bilhão) que gerencia pagamentos na América Latina.

O produto está sendo chamado de FXaaS (câmbio como um serviço, na sigla em inglês), uma denominação que indica um software licenciado para terceiros, que pode ser utilizado com a marca e com a identificação visual da empresa que contrata. No caso da Remessa Online, o sistema de remessas para o exterior vai permitir que um banco, por exemplo, adicione um atalho dentro de seu próprio app, e mantenha toda a transação dentro da sua plataforma.

"O que a gente tá fazendo é plugar a ferramenta no app das empresas, então todas as transações vão acontecer com a 'cara' do seu banco, por exemplo, mas com a inteligência e a estrutura da Remessa Online rodando atrás. Isso facilita a conexão das empresas com esses serviços", explica Alexandre Liuzzi, diretor de estratégia da Remessa Online.

O produto da fintech especializada em serviços de remessas internacionais para pessoas físicas e pequenas e médias empresas (PMEs) é fruto de um planejamento que vem antes do acréscimo da startup ao portfólio do Ebanx, afirma Liuzzi. Antes, aplicativos de serviços podiam contratar a mesma solução, por exemplo, para o pagamento cambial, mas o cliente era redirecionado para o site da Remessa Online.

Para Liuzzi esse é um passo importante dentro do guarda-chuva do Ebanx, desde que se tornou o maior negócio já feito pela companhia curitibana — a fintech foi comprada por R$ 1,2 bilhão.

"A gente percebeu que poderia alcançar ainda mais pessoas se disponibilizasse essa tecnologia por meio de uma API (interface de programação de aplicações, na sigla em inglês) para outras plataformas que tivessem clientes com demanda de remessa internacional. O produto vem de um desenvolvimento de mais de dois anos, mas que combinou com o tempo e o planejamento do Ebanx", afirma Liuzzi.

Novos mercados

O lançamento também é um salto nos planos da empresa para 2022, que já tem parceiros importantes no País, como o Nubank. De olho em um mercado que está sendo regularizado aos poucos — no Brasil, uma consulta pública foi aberta no final do ano passado para entender processos de transações cambiais no País — a Remessa Online também pensa nas ramificações que o setor pode sofrer. A nova lei cambial, aprovada no fim do ano passado, prevê uma diminuição nas taxas e aumento no volume de operações na compra e venda de moeda estrangeira.

"Esse é um mercado que ainda está no começo da internacionalização.Tem a nova lei cambial, a consulta pública do Banco Central no ano passado, e isso trouxe mais segurança e autonomia para trazer mais inovações para o mercado, o que favorece muito o setor".

De acordo com Liuzzi, não são só transações entre países que podem crescer com a regulamentação. Com o crescimento de atividades online em todo o mundo — como jogos e serviços online —, a ferramenta pode ter um uso mais recorrente entre os clientes.

Um exemplo disso é o metaverso: conceito que ficou popular com Mark Zuckerberg no ano passado, e que tem moldado o ambiente virtual de reuniões, jogos e até festas online. Para Liuzzi, a oportunidade de ser um representante de meio de pagamento internacional nesses ativos digitais, é algo que pode acontecer no futuro.

Por agora, enquanto o metaverso não se torna realidade, o plano da startup é lançar produtos para o mundo real. Ainda neste ano, a empresa quer lançar ferramentas que possam abranger outros setores do processo de transações financeiras internacionais.

"A gente está no começo desse objetivo de, não só conectar a empresa com indivíduos, mas também trazer os melhores benefícios financeiros internacionais para o Brasil. Temos uma gama maior de produtos para trazer", pontua Liuzzi.

Estadão
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