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Rappi vai demitir 6% de seus funcionários em todo o mundo

No País, seriam 150 funcionários, segundo site; cortes acontecem num contexto de reestruturação global do SoftBank

9 jan 2020
21h13
atualizado às 21h32
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A startup colombiana de entregas Rappi anunciou nesta quinta-feira que demitirá 6% dos cerca de 5 mil funcionários da companhia em todo o mundo. Os cortes estão relacionados a uma reestruturação da empresa que afeta todos os países onde atua.

30/08/2019. REUTERS/Henry Romero
30/08/2019. REUTERS/Henry Romero
Foto: Reuters

"A empresa optou por reduzir algumas áreas e ampliar outras para atingir seus planos e aprimorar cada vez mais a experiência dos seus usuários", afirma comunicado da empresa. Segundo o site Brazil Journal, 150 pessoas no Brasil serão afetadas, a maioria em posições 'júnior'. A empresa tem também funcionários em Buenos Aires, Cidade do México e Bogotá.

No comunicado, a Rappi afirma que a decisão não seus planos de crescimento. "Estamos contratando um grande número de funcionários para as áreas foco da Rappi para 2020", afirma o comunicado. As áreas seriam relacionadas a tecnologia e experiência do usuários. Recentemente, a companhia revelou que planeja explorar a coleta de dados de usuários e restaurantes como fonte de receita.

Os cortes também acontecem também num contexto global de reestruturação do grupo japonês SoftBank, que em novembro do ano passado registrou o primeiro prejuízo trimestral em 14 anos após o fracasso da abertura de capital do WeWork - o SoftBank foi forçado a gastar em outubro passado mais de US$ 10 bilhões para resgatar a startup de compartilhamento de escritórios.

Em abril de 2019, o SoftBank investiu US$ 1 bilhão na Rappi, o maior aporte já recebido por uma startup latinoamericana. Agora, porém, o grupo japonês parece estar forçando as outras startups nas quais investiu a apertarem os cintos e apresentarem margens maiores. Nesta semana, por exemplo, a americana Zume, startup robótica que levou US$ 375 milhões do SoftBank, demitiu 80% dos funcionários.

A empresa, porém, nega o papel do SoftBank nas demissões. "O SoftBank é um dos nossos investidores mais importantes e eles estão envolvidos na decisão como parte do nosso conselho. No entanto, essa decisão foi feita pelo nosso time interno de líderes como parte do nosso plano para atingir a nossa meta de crescimento como empresa e entregar novos produtos em 2020", disse o comunicado.

Sebastian Mejía, um dos fundadores da Rappi, mudou-se para o Brasil no ano passado para supervisionar as operações da empresa.

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Estadão
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