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Plataforma francesa Mirakl deve investir US$ 10 mi no Brasil em três anos

A Mirakl, que desenvolve marketplaces, recebeu um aporte de U$$ 300 milhões e passou a ser avaliada em US$ 1,5 bilhão

22 set 2020
15h47
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A plataforma francesa Mirakl, que desenvolve marketplaces, anunciou o recebimento de um aporte de US$ 300 milhões. A companhia tem entre seus clientes no Brasil o Grupo Carrefour e a Leroy Merlin e deve investir cerca de US$ 10 milhões no País nos próximos três anos. O aporte na Mirakl foi liderado pela empresa Permira Advisers, com participação de fundos de investimento de longo prazo. Com o incremento de capital, a empresa passou a ser avaliada em US$ 1,5 bilhão.

A companhia pretende contratar pessoas no Brasil e investir em infraestrutura, parcerias estratégicas e times de suporte de vendas. O escritório em São Paulo tem quatro funcionários no momento, mas o quadro deve ser aumentado em breve. De acordo com Adrien Nussenbaum, presidente da Mirakl nos Estados Unidos, o aporte ofertado pelos fundos estrangeiros deve refletir em inovações nas plataformas digitais das marcas como as quais a empresa já tem parcerias, mas também em novos clientes.

"Em breve lançaremos a plataforma digital de uma grande rede de supermercados", disse Nussenbaum ao Broadcast/Estadão. Ele não quis especificar, porém, com qual rede o contrato foi assinado. O executivo disse ainda que a empresa mira parcerias com outras grandes companhias de varejo de moda e construção, além de ambientes "b2b" (de empresa para empresa) para gigantes da indústria.

A Mirakl planeja investir ainda em um e-commerce voltado para pessoas jurídicas com foco em produtos de eletricidade como tomadas, circuitos elétricos e fiação da fabricante ABB.

"Vemos o Brasil como um mercado muito estratégico e muito maduro para e-commerce e marketplace. Há muitas companhias locais e outras internacionais com presença no país e acreditamos que elas queiram desenvolver suas o plataformas", afirmou o presidente.

Ele explica que a presença física no Brasil diz respeito à dificuldade de fazer negócios com as empresas daqui em razão do câmbio e tarifas. "Essas questões estão resolvidas com a nossa presença local", disse.

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Estadão
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