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Neon está desenvolvendo linha de crédito pessoal

Novo produto da fintech brasileira deve ser lançado até o final do ano, adiantou equipe; com três anos de existência, startup já tem mais de 2 milhões de clientes

23 jul 2019
05h12
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A fintech brasileira Neon, dona de serviços financeiros como conta digital e cartão de crédito, está trabalhando no desenvolvimento de um novo produto: uma frente de crédito pessoal. A informação foi confirmada ao Estado por Guilherme Lorensini, diretor de negócios do Neon, em entrevista realizada na manhã desta segunda-feira, 22. Segundo o executivo, o lançamento do serviço deve acontecer até o final do ano e estará em linha com o perfil dos atuais usuários da startup - muitos deles, jovens e conectados. A empresa não especifica valores mínimos e máximos para os empréstimos.

"Ainda estamos rodando pesquisas para entender de que forma o crédito poderá ajudar os usuários", disse Lorensini. "No curto prazo, porém, sabemos que não será um empréstimo para comprar um apartamento ou um carro." De acordo com o executivo, as quantias serão concedidas aos usuários na forma de "objetivos", da mesma forma que hoje o banco direciona seus clientes para aplicações - como realizar uma viagem, um curso ou fazer uma mudança, por exemplo.

Segundo Lorensini, a empresa neste momento trabalha para "afiar" o sistema de análise e a usabilidade do sistema de empréstimo - a meta do Neon é que o usuário consiga solicitar os valores com poucos cliques e receba a confirmação do crédito rapidamente. "Queremos que 90% das pessoas passem pela análise em menos de dez minutos", afirmou o diretor de novos negócios do Neon. O mesmo tempo, hoje, é o intervalo médio que se espera para abrir uma conta digital pelo aplicativo da empresa, segundo pesquisa recente realizada pela startup idWall e o escritório de advocacia Cantarino Brasileiro.

Empresa tem 75 vagas abertas no momento

Fundada há cerca de três anos por Pedro Conrade, o Neon alcançou em maio a marca de 2 milhões de usuários de sua conta digital - a maior parte deles é de pessoas físicas, mas o banco também tem um serviço para pessoas jurídicas, utilizado principalmente por Microempreendedores Individuais (MEIs). Além disso, a empresa possui ainda um serviço de cartão de crédito e de débito, em parceria com a bandeira Visa.

No início de junho, alguns clientes da empresa começaram a receber uma versão do plástico que funciona mesmo sem contato físico com as máquinas de pagamento (contactless, no termo em inglês). Além de aumentar a segurança da transação (uma vez que reduz a possibilidade de invasão às informações presentes no chip), o cartão também pode ser usado de formas diferentes, como no transporte público - no Rio de Janeiro, já é possível pegar o metrô local usando o cartão do Neon.

Desde meados do ano passado, o Neon tem o Banco Votorantim como parceiro para liquidação e custódia dos valores de seus clientes. A parceria se ergueu depois que o antigo parceiro da fintech, o Banco Neon (antigo Banco Pottencial) foi liquidado pelo Banco Central, em maio de 2018.

"A gente lida com paciência (quando alguém confunde), mas temos visto as dúvidas serem reduzidas ao longo do tempo", diz Guilherme Rovai, chefe de design de produto da empresa. De lá para cá, além do crescimento no número de clientes, a fintech também cresceu em tamanho: iniciou 2019 com 180 pessoas e agora está com 380. Deve encerrar o ano em torno de 450 pessoas - o suficiente para lotar o andar e meio que sua sede ocupa, em um edifício próximo à Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Estadão
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