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Monopólio e truste: chega ao fim investigação das Big Techs

Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos colheu 1,3 milhão de documentos para embasar seu relatório final sobre as quatro corporações

14 out 2020
14h48
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Desde o dia 03 de junho de 2019, o Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos tem realizado uma investigação para as chamadas "Big Techs" - grupo de empresas de tecnologia composto por Amazon, Apple, Facebook e Google. O objetivo dessa apuração era avaliar como essas quatro grandes empresas de tecnologia têm conseguido manter tamanha dominância em seus respectivos setores e se isso prejudica a competitividade econômica e a democracia.

No decorrer do último ano, a investigação colheu 1,3 milhão de documentos, provenientes de 240 participantes do mercado, ex-funcionários das empresas e especialistas em leis antitruste, o Comitê publicou um relatório de 451 páginas no último dia 04, dando fim a apuração. O documento explicita e detalha as práticas anticompetitivas e de controle do mercado das quatro "Big Techs".

De acordo com o documento, Amazon, Apple, Facebook e Google, cada uma à sua maneira, aproveitaram-se de seu tamanho e poder para minar o crescimento de empresas menores e potenciais concorrentes. Para tal, elas teriam utilizado dados e inteligência de mercado que só elas poderiam ter, dado sua grandeza e capilaridade.

De acordo com o documento, Amazon, Apple, Facebook e Google, cada uma à sua maneira, aproveitaram-se de seu tamanho e poder para minar o crescimento de empresas menores e potenciais concorrentes
De acordo com o documento, Amazon, Apple, Facebook e Google, cada uma à sua maneira, aproveitaram-se de seu tamanho e poder para minar o crescimento de empresas menores e potenciais concorrentes
Foto: Montagem / Reuters

A perspectiva é de que, com esse número de evidências, que incluem e-mails entre funcionários e os depoimentos recolhidos pelo Comitê, não só o Congresso Americano se torne mais vigilante em cima dessas grandes , mas já trabalhem para enfraquecer monopólios e evitem fusões e aquisições predatórias.

O relatório, inclusive, elenca uma série de recomendações elencadas, como, por exemplo, a divisão das empresas em companhias menores, proibição para que as companhias trabalhem em determinadas linhas de negócios, abertura de dados e processos para inovação aberta, e proibição de aquisições e fusões por plataformas dominantes

Fonte: Equipe portal
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