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Lime aposta em experiência com patinetes para vencer rivais

Empresa americana de compartilhamento de patinetes está operando no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP)

24 jul 2019
14h00
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Os patinetes verde-limão da empresa americana Lime já estão disponíveis para uso nas cidades de São Paulo (SP) e do Rio de Janeiro (RJ). A empresa de São Francisco, na Califórnia (EUA), chegou ao Brasil na última semana e promete rivalizar com a mexicana Grin e a brasileira Yellow.

Com um portfólio de atuação em mais de 100 cidades, nos Estados Unidos e na Europa, e mais de 65 milhões de corridas já realizadas, a Lime quer trazer sua expertise para o País. Ao Terra, o diretor-geral da Lime no Brasil, John Paz, falou sobre os planos da companhia para o seu ano inicial em terras brasileiras e também sobre o cenário nacional dos patinetes elétricos.

A empresa americana de compartilhamento de patinetes Lime quer utilizar sua expertise mundial para ganhar mercado no Brasil
A empresa americana de compartilhamento de patinetes Lime quer utilizar sua expertise mundial para ganhar mercado no Brasil
Foto: Divulgação

Terra: Por que a Lime decidiu vir para o Brasil? 

John Paz: Achamos que o Brasil precisa de nossos serviços. É um país com cidades muito densas, com bastante trânsito, e uma população jovem e aberta à tecnologia, além de ter um mercado com a micromobilidade em desenvolvimento.

Terra: Dentro dessa oportunidade de negócio no País, qual é o objetivo de vocês?

Paz: Queremos reduzir o trânsito, melhorar a mobilidade das pessoas e reduzir a emissão de poluentes.

Terra: E uma regulamentação dos patinetes vai ajudar ou prejudicar o propósito da empresa?

Paz: Acreditamos que a regulamentação é algo bastante positivo. É por isso que, tanto no Rio (de Janeiro), quanto em São Paulo, estamos sempre trabalhando junto com as autoridades para promover a micromobilidade.

Terra: Qual o efeito esperado dessas conversas com as prefeituras?

Paz: O patinete, em vários atributos, se assemelha muito a bicicleta. Então, a gente espera que esse diálogo ajude a promover não só o uso do patinete, mas também melhore a infraestrutura desses dois modais. 

Terra: A ideia é colocar um holofote na baixa infraestrutura para micromobilidade?

Paz: Com certeza. Queremos mostrar a necessidade de melhorar a infraestrutura, dada a expectativa de crescimento da demanda por patinetes. 

Terra: Quanto crescimento é esperado?

Paz: Os carros ocupam 85% das vias, muitas vezes atendendo uma pessoa só e em trechos curtos. Nossos dados mostram que, para cada três usuários da Lime, um deles substituiu a viagem de carro pelo patinete. Então, é uma perspectiva grande de demanda.

Terra: A demanda deve aumentar, assim como a concorrência. Qual o diferencial da Lime?

Paz: Nossos equipamentos têm um diferencial tecnológico. A nossa bateria tem maior duração, o freio é mecânico, dando maior conforto e segurança ao usuário, e nós temos parceiros relevantes, como o Google, em que você consegue pesquisar uma rota levando em consideração o patinete no trajeto.

Terra: Além dos diferenciais técnicos, o que a Lime traz para o Brasil?

Paz: Trazemos uma bagagem e um know-how de 100 cidades no mundo e 65 milhões de viagens. Estamos trazendo uma expertise mundial.

Terra: E como essa bagagem será usada em São Paulo, onde há problemas únicos de urbanismo?

Paz: Cada cidade representa um desafio diferente. Em cada lugar em que estamos, nós aprendemos algo de diferente. E, hoje, nós trabalhamos bem os nossos dados com as autoridades locais e as comunidades para identificar pontos que necessitam de infraestrutura.

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Fonte: Equipe portal
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