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Latitud levanta R$ 58 milhões para alimentar os 'unicórnios' do futuro

Até então uma 'comunidade de empreendedores', companhia de veteranos da inovação quer ajudar a levantar as startups gigantes do futuro

28 mar 2022 07h10
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Comandada por veteranos do ecossistema de inovação do Brasil, a Latitud, fundada em 2019, não quer mais ser apenas um espaço para reunião de empreendedores em estágio inicial. Após o aporte de R$ 58 milhões anunciado nesta segunda-feira, 28, o grupo quer oferecer produtos para alimentar os futuros grandes nomes da tecnologia do Brasil — os "unicórnios", nome dado às startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

O cheque contou com investimento da firma americana Andreessen-Horowitz (A16Z), que já aportou em gigantes como Facebook e Twitter. Outros investidores anunciados são NFX, Endeavor, Canary, JF Labs, David Velez (um dos fundadores e atual presidente executivo global do Nubank) e fundadores da Kavak, Rappi, Creditas, dLocal, Bitso, Auth0, Cornershop. O investimento é do tipo "semente", dedicado a startups em estágio inicial.

"Éramos uma comunidade e agora estamos evoluindo para ser uma empresa de tecnologia com produtos voltados à tecnologia. Essa será a nossa parte central", conta Gina Gotthilf (ex-executiva do Tumblr e Duolingo), cofundadora da Latitud junto de Brian Requarth (fundador da Viva Real) e Yuri Danilchenko (ex-executivo da startup Escale), ao Estadão. "Queremos ajudar empreendedores, mas agora de forma escalável."

Em fevereiro, o grupo anunciou o seu primeiro produto, o Latitud Go. O serviço é uma plataforma para facilitar a abertura de empresas extraterritoriais (offshore) a startups, o que, na prática, facilita a entrada de investimentos estrangeiros. Além disso, o serviço oferece gestão bancária, suporte jurídico e parceiros contábeis.

O cheque de R$ 58 milhões deve aumentar a contratação de profissionais de tecnologia, aperfeiçoar o Latitud Go e ajudar a desenvolver novos serviços. Sem dar mais detalhes, Gina adianta que o foco no futuro deve ser em produtos financeiros.

Apesar da evolução para "startup que fornece serviço a outras startups", a Latitud quer manter as raízes de comunidade e continuar fomentando contatos entre empresários em estágio inicial. Além de conectar empreendedores, a companhia já levantou um fundo para destinar cheques de US$ 25 mil a US$ 250 mil a startups, em busca de talentos e boas ideias.

Atualmente, há na plataforma 800 empreendedores de diversos países da América Latina que tentam despontar com suas companhias pelo continente.

"Não temos escritório porque nascemos digitais e na pandemia. Isso significa que podemos apresentar e reunir empreendedores de todo o continente. Não existem mais fronteiras", explica Gina. "Hoje, o Vale do Silício está nas nuvens."

Estadão
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