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Gympass faz parceria com Hash e vai oferecer maquininha para academias

Com a promessa de taxas e benefícios exclusivos, a fintech vai oferecer maquininhas de cartão de débito e crédito para academias parceiras da Gympass

8 dez 2020
05h10
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A fintech de pagamentos Hash anuncia nesta terça-feira, 8, uma parceria com a Gympass para oferecer maquininhas de cartão para estabelecimentos vinculados à rede. Chamado Gympass Plus, o recurso promete oferecer taxas mais baixas e benefícios aos donos de academias, quando estes forem cobrar seus clientes.

Segundo Ademar Proença, chefe de operações da Hash, a parceria surgiu da necessidade das academias de utilizar um meio de pagamento capaz de ajudar o mercado a se reerguer. Para a Hash, além do momento desses estabelecimentos, a oportunidade de continuar a parceria com a Gympass em outros segmentos também atraiu a empresa para o negócio.

"A Gympass veio nesse ano com várias iniciativas para tentar ajudar as academias. Eles entraram em contato com a gente e percebemos que eles tinham o ecossistema, existia a tática de negociar o todo e de ter a demanda pela maquininha, além da oportunidade de enriquecer esse relacionamento com novos produtos", afirma Proença, em entrevista ao Estadão.

As maquininhas de cartão de crédito e débito serão oferecidas para as academias interessadas no produto, sem a necessidade do aluguel ou da compra do aparelho e, de acordo com Proença, com taxas menores que as do mercado. Para as transações em débito, por exemplo, a taxa média do mercado fica torno de 1,99%, enquanto na Gympass Plus a taxa é de aproximadamente de 0,99%.

Para ter acesso às maquininhas, as academias podem fazer o pedido diretamente pelo site disponibilizado pela Hash (www.cadastromaquininha.com.br), que vai cuidar de toda a parte de infraestrutura da operação. Para o Gympass, a tarefa será de contactar e oferecer a sua rede de academias em conjunto com o programa. A parceria já está sendo divulgada e começa a oferecer as maquininhas para as academias já no mês de dezembro.

Criada em 2017, a fintech está inserida no mercado de pagamentos e teve que enfrentar a crise criando soluções para driblar a falta de uso das maquininhas, com os estabelecimentos fechados pela pandemia. A empresa adotou um sistema de link de pagamentos que pode ser compartilhado por mensagem, e conseguiu registrar crescimento de 1000% durante o primeiro semestre, somando todas as suas áreas de atuação.

"A Hash é uma infraestrutura de pagamentos que usa a escala que as empresas têm para conseguir taxas competitivas, e na pandemia, precisamos repensar o que tínhamos planejado. Criamos o link de pagamentos e a partir desse produto começamos a perceber qual seria o impacto nas academias e começamos a ajustar a nossa operação", explica Proença.

Para o futuro, Proença afirma que o mercado de fintechs tem muito a crescer, mas que ainda vê poucas concorrentes buscando parcerias em outras áreas, como a de bem estar.

"Fintechs proliferaram para todos os lados e acho que é reflexo da concentração que tinha no passado, da falta de inovação. A Hash está em uma frente de fazer parceria, muito da nossa estratégia e do nosso futuro passa por parcerias. Conheço poucas empresas que seguem essa estratégia de infraestrutura".

Ainda assim, a aposta é que o setor se fortaleça novamente depois da pandemia, com a recuperação das atividades e a integração das tecnologias de pagamento. "A gente tem uma visão do futuro de meios de pagamentos que é muito rica. Quando a gente enxerga as possibilidades de novos produtos como forma de agregar valor a um relacionamento, como o das academias com o Gympass, a gente fica muito otimista e estamos vendo isso como uma ótima oportunidade", afirma Proença.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Capelas

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Estadão
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