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Gympass expande serviço com integração a apps de saúde e bem-estar

Startup que oferecia atividades em academias a funcionários de empresas teve de se adaptar ao isolamento social; serviços digitais agora serão integrados ao aplicativo principal da empresa

9 jun 2020
00h14
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Nos últimos anos, a startup brasileira Gympass cresceu e se tornou conhecida com um único serviço: permitia que empresas contratassem, para seus funcionários, um plano de acesso a mais de 23 mil academias espalhadas pelo Brasil. Mas em tempos de isolamento social, quando não é possível ir treinar nem na esquina, a companhia teve de se adaptar. Começou a fazer aulas ao vivo pela internet com as academias parceiras e também oferecer os serviços de personal trainer digital. Também lançou mão de uma rede de aplicativos, a Gympass Wellness, com plataformas de saúde mental e bem-estar. Agora, nesta terça-feira, 8, a empresa anuncia que todos os serviços serão integrados ao seu aplicativo principal - até mesmo depois que a pandemia passar.

"Agora, com a mesma mensalidade, o usuário vai ter acesso a mais atividades, como terapia, meditação e apoio nutricional", afirma Priscila Siqueira, que assumiu a presidência executiva do Gympass no Brasil direto do home office, substituindo Leandro Caldeira, que se tornou líder da startup na América Latina.

Hoje, o plano mais simples do Gympass custa pelo menos R$ 30 por mês para o funcionário - além disso, outra parte da mensalidade é paga pela empresa contratante, com valores que variam de contrato para contrato. Planos mais caros, por sua vez, dão acesso a academias de alto padrão e modalidades específicas.

Para incentivar a adesão de novos clientes, a Gympass vai permitir um teste de 30 dias para empresas - uma prática comum para quem atende consumidor final, mas não no mercado corporativo (B2B). Além disso, em junho, usuários do plano mais simples poderão realizar oito sessões com personal trainers (de meia hora cada) e quatro sessões de terapia, em parceria com o app Zenklub.

A expansão de atividades, além de ampliar o atendimento aos usuários, também busca tornar a empresa mais atraente aos olhos dos departamentos de recursos humanos, responsáveis pela contratação da Gympass. "Antes, nós cuidávamos só da atividade física dos funcionários, mas agora podemos ajudar as empresas a fazer mais coisas, o que é ótimo, ainda mais em um momento em que todos estão atarefados." É uma estratégia para reter clientes mesmo em tempos de home office e crise econômica, evitando cancelamentos.

Mudanças

No início de abril, logo após o início da pandemia, a Gympass teve de demitir cerca de 20% de seus funcionários, cortando cerca de 300 pessoas. "Tivemos que fazer ajustes para ficar preparados para enfrentar a pandemia", explica Priscila. Uma das primeiras a realizar cortes por conta do coronavírus, a startup foi alvo de críticas - especialmente por ter recebido um aporte de US$ 300 milhões no ano passado.

"Passamos algumas semanas sendo bombardeados, mas conseguimos reagir frente à crise e agora estamos investindo, treinando as academias e fazendo campanhas com influenciadores para aumentar o foco sob a empresa. É preciso investir para continuar vendendo", afirma a executiva, que se diz segura que a Gympass não precisará fazer novos ajustes depois. "Se a gente não vender, aí sim vamos precisar fazer ajustes, mas não será o caso."

Além das demissões, Priscila conta que a empresa teve de mudar pessoas de área e trazer novos focos de atuação - o time de relação com academias foi treinado para também negociar com personal trainers, enquanto uma área nova de integração foi estruturada para fechar as parcerias com os aplicativos. Segundo ela, a criação de serviços digitais já estava nos planos do Gympass, mas não era uma prioridade. "Estávamos pensando em começar a olhar isso no segundo semestre, mas tivemos de acelerar tudo", conta.

De acordo com a Gympass, hoje já existem 500 personal trainers e 3 mil academias oferecendo aulas ao vivo na plataforma. Em abril e maio, a empresa diz ter computado 430 mil horas de atividades online - além do Brasil, atua em outros 13 países na América e na Europa. São números que fazem Priscila acreditar que a startup tem forças para seguir em frente. "Vamos sair melhores dessa crise", diz ela, que tem se dedicado a aulas de spinning, pilates e até fez aulas de dança com a filha.

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Estadão
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