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Fundo Kaszek Ventures vai investir US$ 600 mi em startups da América Latina

Dois terços do dinheiro devem ser direcionados a startups brasileiras

29 ago 2019
17h05
atualizado às 18h26
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O grupo argentino Kaszek Ventures, fundado por ex-executivos do Mercado Livre, anunciou nesta quinta-feira, 29, que fechou a captação de dois fundos de capital de risco, em um total de US$ 600 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões, na cotação do dia), para investir em empresas iniciantes de tecnologia na América Latina - em especial no Brasil.

A Kaszek, que hoje tem aportes em 70 empresas da região, diz que tradicionalmente direciona dois terços de seu capital para projetos no Brasil. O portfólio da empresa conta com fintechs como Nubank, assim como na plataforma de carros usados Volanty. Além do Brasil, México, Colômbia e Argentina completam os aportes da empresa na região.

A estratégia do fundo será a de liderar as primeiras rodadas de investimentos nas startups, com desembolso variando de US$ 500 mil a US$ 10 milhões. O valor do aporto varia conforme o tamanho e o estágio operacional do empreendimento, assim como do uso projetados pelas empresas para o dinheiro.

"Podemos investir em tudo que seja relacionado com tecnologia. Nesse sentido, somos agnósticos a setor, mas temos investimentos em fintech, marketplaces, startups das áreas da saúde, educação, SaaS (empresas que desenvolvem software), Foodtech e outras", afirmou ao Estado Julia Salles, analista de investimentos da Kaszek.

O dinheiro que compõe os dois fundos vem, majoritariamente, de universidades americanas, bem como famílias milionárias nos Estados Unidos e na Ásia. "Mas uma parte vem de investidores da América Latina", diz Julia, sem contudo descriminar as cifras ou os investidores latinos.

"Nossa missão é expandir a inovação em toda a América Latina, estabelecendo parcerias com empreendedores extraordinários que estão construindo a próxima geração de empresas icônicas e usando tecnologia para transformar positivamente todos os tipos de indústrias e mercados", diz Hernan Kazah, sócio e cofundador da Kaszek Ventures, por meio de nota.

"A confiança nas startups brasileiras está cada vez melhor. O país é continental e produz empreendedores incríveis", diz Vinicius Machado, da consultoria de inovação Startadora. "Eu tenho a sensação de que o mercado de inovação parece girar em outra rotação porque está envolvido com pessoas que estão enxergando tendências e oportunidades de futuro. Então, isto acaba dando uma certa imunidade sobre o estado da economia", explica ele.

De fato, o ano tem sido empolgante para as startups nacionais em termos de investimento estrangeiro. Em julho, a Nubank recebeu um aporte de US$ 400 milhões e atingiu valor de mercado de cerca de US$ 10 bilhões. O aporte foi liderado pelo fundo americano TCV, investidor de gigantes como Facebook, Netflix e Airbnb.

Em março a gigante japonesa SoftBank anunciou um fundo de US$ 5 bilhões para startups latinas, o que rendeu aportes no Rappi, Banco Inter, Volanty, Creditas e Gympass.

Estadão
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