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Fundada por brasileiros, Brex pode atingir valor superior a US$ 2 bilhões

Startup criada no Vale do Silício está perto de uma nova rodada de investimentos

30 mai 2019
12h16
atualizado às 15h40
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Poucos tempo após levantar US$ 100 milhões em empréstimos, a Brex, empresa de cartão de crédito criada por dois brasileiros no Vale do Silício, está perto de uma nova rodada de investimentos que pode fazer o seu valor de mercado ultrapassar a marca de US$ 2 bilhões. Sem revelar valores, a agência de notícias Bloomberg afirmou que as conversas para um novo aporte já estão acontecendo.

No ano passado, a empresa foi avaliada em US$ 1 bilhão após uma rodada de investimento de US$ 125 milhões. A nova rodada de seria encabeçada pelo investiodor Mood Rowghani da Kleiner Perkins. Entre as outras firmas de investimento estariam a Greenoaks Capital, a DST Global e a IVP. O último empréstimo de US$ 100 milhões foi feito pelo banco Barclays Investment, e entre investidores anteriores da startup estão Max Levchin e Peter Thiel, fundadores do PayPal.

Brex pde ter nova rodada de investimentos e ter valor estimado em US$ 2 bilhões
Brex pde ter nova rodada de investimentos e ter valor estimado em US$ 2 bilhões
Foto: Brex/Divulgação / Estadão

Em abril, após o empréstimo, o presidente executivo da Brex, Henrique Dubugras, disse ao site TechCrunch que não pretendia levantar mais recursos no curto prazo. Nesta quinta-feira, 30, Dubugras disse ao Estado que a empresa não tinha nada para anunciar e que a informação divulgada pela agência de notícia era um rumor.

Empresa

Nos EUA, a Brex oferece cartão de crédito para startups locais. O diferencial do serviço, segundo os fundadores Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, é a agilidade: a empresa promete uma versão digital do cartão em até cinco minutos após o cadastro, e uma versão física em até cinco dias.

Além disso, ao contrário do que exigem os bancos, a Brex não pede garantias como ganhos e bens pessoais dos empreendedores para que eles tenham acesso ao cartão corporativo. E, na comparação com o cartão de crédito de pessoa física, a startup oferece crédito até 10 vez maior.

Para avaliar os riscos, a empresa foge dos modelos tradicionais. Em vez de analisar o faturamento, a Brex avalia o histórico dos investidores, o fluxo de caixa e os padrões de gastos da startup.

Estadão
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