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Fintech Guru capta R$ 12 mi e quer ser o Nubank das corretoras

De olho no histórico da Robinhood, empresa está se organizando para nos próximos meses ingressar com pedido junto ao Banco Central para se tornar corretora

7 jul 2021 10h23
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Atenta à jornada da corretora Robinhood junto ao público investidor mais jovem nos Estados Unidos, a fintech Guru quer ser no Brasil o" Nubank do mundo das corretoras no País". Para acelerar seu crescimento, a plataforma acaba de receber um aporte de R$ 12 milhões, após uma rodada de captação junto a famílias ricas, liderado pelo muti-family office Turim MFO. A meta, de cara, é de ampliar o número de contas, das atuais 500 - abertas na fase beta da plataforma - para encerrar o ano em 25 mil.

Apoiado no rápido crescimento do número de pessoas físicas investidoras no Brasil, que mais que triplicou em dois anos na Bolsa brasileira, a ideia é atrair o público mais jovem com um aplicativo mais fácil, rápido, assim como pedir um delivery, define Felipe Catão, fundador da fintech, ao Estadão. Para ele parte desse público já investe em ativos de maior risco, mas não tem sido plenamente atendido pelas plataformas existentes - mercado hoje encabeçado pela XP.

Catão conta que a Guru, que nasceu há apenas dois anos, começou sua atividade reunindo informações de mercado, além de notícias, passando a oferecer o serviço de agregador de investimentos, ou seja, reune os investimentos do cliente em uma espécie de carteira digital. Para esse serviço a Guru tem 350 mil clientes. "Começamos pela parte não regulada, com dados, cotações, gráficos, notícias, indicadores em tempo real, além do agregador de portfólio de ativos negociados na Bolsa", comenta o fundador da fintech.

Como o processo junto ao Banco Central (BC) para ser uma corretora é uma jornada que leva algum tempo, a Guru fechou uma parceria com a corretora Ideal (também novata e com os mesmos dois anos de vida), para poder oferece aos seus clientes a possibilidade de compra de ativos como ações, fundos imobiliários e ETFs (fundos que replicam índices). Já está em desenvolvimento também acoplar criptomoedas ao leque de opções ao investidor. Fora isso está na fila agregar ações americanas à prateleira, focada em ativos de maior risco. Opções de renda fixa ainda não estão nos planos.

Segundo Catão, a fintech já reúne a documentação necessária e deverá entrar com um pedido para poder ser corretora em até três meses, afirma. Esse processo, segundo ele, pode levar de um ano a um ano e meio, frisa.

Antes dessa rodada, a fintech já tinha captado R$ 2,5 milhões e prevê algo maior para 2022, dessa vez junto fundo a fundos de venture capital, que têm familiaridade com as empresas de elevado ritmo de crescimento.

Para Bruno Diniz, sócio da Spiralem, consultoria de inovação para o mercado financeiro, há diversas iniciativas do mercado financeiro, no mundo inteiro, buscando desbravar esse mercado. Na sua visão, contudo, a Guru, explorando esse nicho, pode logo se tornar alvo de aquisição por uma instituição financeira com mais musculatura em busca de um atalho para ingressar nesse segmento. "Todo mundo está querendo colocar algo a mais na sua plataforma", comenta.

Estadão
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