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Fazenda Futuro vai lançar frango 'à base de vegetais' no Brasil

Pacote com 200 gramas de tiras de produto feito com ervilha e soja custará em torno de R$ 14 nos supermercados; empresa aposta em alimento que pode ser desfiado e temperado ao gosto do freguês

8 out 2020
05h10
atualizado às 13h22
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A startup de alimentos brasileira Fazenda Futuro vai adicionar mais um produto ao seu portfólio nesta semana. Conhecida por recriar carnes com produtos de origem vegetal (plant-based, no jargão do setor), a empresa começará a distribuir nos supermercados o seu frango à base de plantas, feito com soja, ervilha e usando óleo de girassol como gordura.

O produto chegará nesta sexta-feira, 9, à rede Pão de Açúcar: uma embalagem com 200 gramas custará em torno de R$ 14, disse o presidente executivo da Fazenda Futuro, Marcos Leta, ao Estadão. Segundo ele, o produto deve chegar a outras praças nas próximas semanas.

"O frango é hoje um dos produtos de proteína animal mais consumidos no mundo, até pela questão de preço e disponibilidade, então era um passo importante para nós", diz Leta, cuja empresa hoje já tem hambúrgueres e almôndegas inspirados na carne bovina, bem como uma linguiça própria, a Linguiça do Futuro.

Segundo o executivo, um dos maiores desafios da empresa foi conseguir recriar a experiência de um frango que pudesse ser desfiado. "O pacote virá com tiras de frango, desiguais como o frango de origem animal", diz. "O consumidor poderá criar suas próprias receitas, como estrognofe ou desfiando para fazer coxinha, por exemplo".

A Fazenda Futuro, no entanto, não é a primeira a recriar o frango com vegetais - a New Butchers, de São Paulo, já vende hambúrgueres e filés de frango à base de ervilha há alguns meses no mercado, embora não tenha a mesma rede de distribuição da empresa de Leta, que também fundou a Sucos do Bem.

Expansão internacional

Depois de se espalhar pelo Brasil, a previsão é de que o frango vegetal da Fazenda Futuro também chegue ao mercado europeu ainda este ano - no Velho Continente, a empresa tem presença em diversos países e um escritório na Holanda. Segundo Leta, lá a empresa consegue ter preços competitivos com relação à carne de origem animal. "Aqui no Brasil, já não é tão simples assim estar em pé de igualdade, é um desafio que nós temos para os próximos anos."

Recentemente, a Fazenda Futuro levantou um aporte de R$ 115 milhões, que será usado para impulsionar novos produtos e também a chegada da empresa a novos mercados - nos EUA, a empresa já começou a contratar equipe e prevê o início das vendas para 2021. Lá, a startup brasileira vai enfrentar pioneiros do mercado plant-based, como a Impossible Foods e a Beyond Meat.

Não é algo que Leta teme. "O Brasil tem potencial para ser um grande produtor de comida plant-based, porque somos grandes produtores de vegetais. Além disso, nossa moeda desvalorizada faz com que a gente seja bem competitivo lá fora", diz o executivo. Segundo ele, todos os produtos da Fazenda Futuro são fabricados no Brasil. "Seria muito caro produzir na Europa ou nos Estados Unidos".

Com a rodada de investimentos, que foi liderada por fundos do BTG Pactual, a empresa foi avaliada em R$ 715 milhões. O aporte também está sendo utilizado para a Fazenda Futuro expandir sua equipe: hoje, tem 80 funcionários e deve encerrar esta temporada com cerca de 95. Em meados de 2021, deve chegar a cerca de 120, afirma o empreendedor.

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Estadão
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