Em meio à pandemia, centro de inovação Cubo reforça lado digital

Ao todo, as empresas do Cubo faturaram R$ 368 milhões nos oito primeiros meses de 2020; segmentos de saúde, educação e finanças tiveram crescimento

25 set 2020
05h12
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O que faz um centro de inovação dedicado a conexões físicas entre as pessoas no período de distanciamento social? Reforçar a presença digital foi a resposta que o Cubo Itaú , espaço para startups mantido pelo banco Itaú em São Paulo, encontrou em meio à quarentena. Nesta quinta-feira, 24, o local completou seu quinto aniversário, mesmo à distância.

"Em março, fechamos nosso prédio na Vila Olímpia e colocamos mais de mil pessoas para trabalhar de forma remota. Mas não paramos, fizemos nossa própria transformação digital", disse Renata Zanuto, diretora do Cubo, durante evento realizado pela internet nesta quinta. Segundo a executiva, a plataforma digital da empresa teve boa adoção e resultou em conexões importantes entre as companhias residentes do local.

De acordo com Renata, a pandemia teve efeitos diversos entre as startups que utilizam o espaço. Segundo o Cubo, metade das empresas residentes do centro de inovação cresceram em receita, funcionários e clientes em 2020. Outras 30% das empresas residentes tiveram efeitos negativos, enquanto 20% permaneceram estáveis.

"Tivemos startups que cresceram 200% no primeiro mês de pandemia. Mas, ao mesmo tempo, algumas startups foram impactadas, perdendo seus clientes que muitas vezes eram grandes empresas que passam a cortar custos. Esse segundo grupo de startups precisou olhar para si e repensar modelos", afirmou Pedro Prates, diretor do centro de inovação, em entrevista ao Estadão.

Na divisão de startups por segmentos, o setor que teve maior aceleração foi o da saúde: as health techs presentes no espaço viram seu faturamento crescer em até dez vezes neste 2020, na comparação com o ano passado. As áreas de finanças e educação também tiveram crescimento expressivo - de cinco vezes e três vezes, respectivamente. Ao todo, as empresas do Cubo faturaram R$ 368 milhões nos oito primeiros meses de 2020. No ano passado, o faturamento total foi de R$ 540 milhões.

Para Anderson Thees, sócio do fundo Redpoint eventures e um dos cofundadores do Cubo, os próximos anos serão de aceleração. "É consenso que a pandemia vai acelerar a adoção de tecnologia. Apesar de continuarmos com algumas incertezas no curto prazo, os efeitos no médio e longo prazo ninguém questiona", diz.

No pós-pandemia, os planos do Cubo são mesclar os benefícios da interação física com as conexões digitais. "O nosso prédio é muito importante. Nunca vamos conseguir substituir o contato pessoal e os encontros no corredor", diz Renata. "Ao mesmo tempo, as interações digitais permitem que mais startups participem, já que não exige deslocamento. Queremos oferecer flexibilidade para a nossa comunidade."

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Estadão
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