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Creditas, Neon e Dr. Consulta: possíveis unicórnios em 2020

Entre as variáveis analisadas estão perfil dos fundadores, investimento captado, tempo entre as rodadas e tamanho de mercado

18 fev 2020
15h49
atualizado em 19/2/2020 às 10h56
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O Brasil já conta com nove 'unicórnios', startups que conseguem atingir a marca de US$ 1 bilhão em avaliação de mercado. E a lista deve crescer em 2020. A consultoria de inovação Distrito anunciou nesta terça, 18, quais são as suas apostas para o ano.

Segundo o relatório, os dez principais nomes são Conta Azul, Creditas, Neon,Olist, Vtex, Resultados Digitais, Dr.Consulta, MadeiraMadeira, Buser e CargoX. O estudo é elaborado cruzando dados de mercado e leva em conta variáveis como perfil dos fundadores, investimento captado, tempo entre as rodadas, fator multiplicativo entre série de investimento e tamanho de mercado. A Loft, que reforma e comercializa imóveis, foi o primeiro unicórnio brasileiro de 2020.

As candidatas a unicórnio em 2020
As candidatas a unicórnio em 2020
Foto: Pixabay

O estudo mostra startups de perfil diferente, mas mostra certa concentração em dois segmentos: fintechs (startups financeiras) e adtechs (startups de publicidade). Há ainda empresas de saúde, logística e mobilidade.

A aposta faz sentido: alguns dos nomes receberam em 2019 grandes investimentos, alguns feitos pelo grupo japonês SoftBank, que anunciou nesta segunda, 17, que deve encaminhar pelo menos mais nove investimentos na América Latina durante o ano. O grupo já aportou nas brasileiras Loggi, Creditas, QuintoAndar, Gympass, Buser, Olist, Vtex, MadeiraMadeira, Volanty e Banco Inter.

Segundo a pesquisa, os nove unicórnios brasileiros levantaram juntos US$ 1,4 bilhão desde 2019 - desses, US$ 1,2 bilhão foram movimentados no ano passado. Outros US$ 175 milhões foram aportados no começo de 2020.

"O ano de 2020 já mostrou que vem forte, com um janeiro agitadíssimo entre investimentos e aquisições no mercado nacional. Não temos motivos para acreditar que o ritmo de investimento vai diminuir por aqui. As condições macroeconômicas, combinando alta dos mercados com taxa de juros baixa, incentivam a tomada de riscos", disse em comunicado Gustavo Gierun, cofundador do Distrito.

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Estadão
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