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Contra enchentes, startup Pluvi.On aposta em 'São Pedro virtual'

A empresa, que oferece uma estação meteorológica mais barata, com potencial de escala, quer avisar a pessoas comuns sobre riscos de catástrofes naturais

17 mai 2019
05h10
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Usar um grande volume de informações para deixar a previsão do tempo mais precisa - e, com alguma sorte, não ser surpreendido por uma enchente. Esse é o trabalho da startup Pluvi.On, fundada em 2016 pelos engenheiros Diogo Tolezano e Pedro Godoy. Há três anos no mercado, já tendo recebido cerca de R$ 2,5 milhões em investimento, a empresa está tentando sofisticar seu serviço com tecnologia e escala para conseguir avisar a população, de forma certeira, de um grande questionamento cotidiano: "amanhã vai chover?".

Hoje, o principal produto da Pluvi.On é uma estação meteorológica, criada pela própria empresa, que funciona a partir da tecnologia de internet das coisas (IoT). "Oferecemos nosso serviço de monitoramento do tempo a empresas de agricultura, de transporte, construção civil e até para cidades, sempre com o financiamento da iniciativa privada", afirma Tolezano, presidente executivo da startup, ao Estado. Os clientes consultam as informações meteorológicas por meio de um site. Com esses dados em mãos, uma empresa de agricultura pode, por exemplo, organizar suas atividades sabendo que em determinado dia terá uma tempestade na região.

Para a Pluvi.On, uma precisão do tempo precisa depende de uma grande escala de estações meteorológicas. "Predomina no Brasil o uso de soluções importadas, que são caras, cerca de R$ 25 mil, o que inviabiliza implantação de grandes projetos", diz Tolezano. Com a sua estação brasileira, que custa em torno de R$ 4,5 mil, a empresa está expandindo sua atuação pelo território: até o fim deste ano, a Pluvi.On pretende construir 350 estações em São Paulo e 100 em Campinas.

Planos

Um dos focos da empresa nos próximos anos é chegar à população com o assistente virtual São Pedro. A Pluvi.On está fazendo um financiamento coletivo na internet com a meta de arrecadar R$ 90 mil para colocar o assistente virtual, de forma gratuita, em plataformas como o WhatsApp, o Facebook Messenger e também em SMS.

A ideia é que o chatbot consiga alertar com antecedência moradores de regiões afetadas por enchentes quando uma chuva forte estiver por vir - a startup espera que, assim, as pessoas possam salvar suas coisas antes da tempestade chegar.

Um outro plano da empresa é fazer parceria com seguradoras e criar um produto que seria um seguro enchente: em cidades com alto risco de enchente, a população pagaria um seguro, que seria usado em caso de enchente para as famílias se reerguerem. "Agora é que estamos comercializando de fato a nossa estação. Estamos conversando com seguradoras e buscando cada vez mais conseguir aumentar o volume dos nossos dados", diz Tolezano.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Capelas

Estadão
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