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Bossa Nova cria fundo de R$ 5 mi para investir em startups de esporte

Com equipes formadas por investidores e atletas, como o ex-nadador Thiago Pereira e Pablo Felipe, atacante do São Paulo, a investidora quer expandir as áreas de atuação no mercado de startups

1 out 2020
05h10
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O fundo de investimentos Bossa Nova está entrando em campo em mais um segmento de investimentos. Com a parceria do ex-nadador e maior campeão pan-americano pelo Brasil Thiago Pereira, a investidora criou um grupo voltado para startups do setor de esporte e bem estar. Ao todo, serão R$ 5 milhões em aporte para até 15 startups da área.

A ideia surgiu da necessidade de criar um segmento dentro da investidora que contemplasse empresas voltadas para o mercado de esportes e bem estar. João Kepler, diretor da Bossa Nova, afirma que quando as startups do setor começaram a procurar a investidora percebeu que era hora de entender um pouco mais sobre o assunto.

"Às vezes chegam na Bossa Nova startups de alguns segmentos que nós não temos experiência. Por isso, a gente começou a criar as verticais de temas, e com esporte não foi diferente. Eu já tinha uma relação com o Thiago Pereira. Ele estava se aproximando da área de startups e a gente entendeu que era o momento para criar um fundo só para isso", afirmou Kepler em entrevista ao Estadão.

O comitê de investimento é formado por investidores atletas e ex-atletas. Além de Thiago, tem o ex-nadador Joel Jota e o atual atacante do São Paulo, Pablo Felipe. Com a seleção de investidores escalada, Kepler quer garantir experiência no assunto e uma consultoria capaz de enxergar o que pode surgir no mercado de startups esportivas daqui para frente. "A gente viu que algumas das empresas que prestavam serviço nessa área procuravam isso também", diz o executivo da Bossa Nova. "Então decidimos fazer um fundo disso, também para atender as necessidades dos nossos investidores, que já trabalhavam com a gente".

Os aportes serão direcionados para até 15 startups tanto do setor de esporte quanto de bem estar, e o total investido será de R$ 5 milhões. O cheque dividido é uma estratégia para aportar principalmente em startups em estágio inicial, com investimentos de R$ 100 mil a R$ 300 mil.

Seleção de peso

Para Thiago Pereira, ex-nadador olímpico e um dos idealizadores do pool de investimentos, o que mais chama atenção no setor é a possibilidade de trazer o esporte e bem estar para outras camadas da sociedade, e tirar o estigma da prática apenas no alto rendimento.

"A gente comentou sobre o pool de investimento em esporte em uma reunião e muita gente teve reação positiva. Hoje eu acredito que a gente tá com um grande problema dentro do esporte no Brasil e eu não falo só de alto rendimento. Eu acredito muito na formação que o esporte proporciona, são valores e formações que você leva do aprendizado com o esporte independente se você pratica em alto rendimento ou não. Faltava a gente olhar um pouco mais pra esse lado", afirmou.

Os desafios são muitos. Segundo Thiago, entender que a área é ampla e trazer cada vez mais olhares para o mercado novo de sportstech é uma das coisas que precisa ser solucionada. Outro desafio trazido por ele é atrair as empresas certas para o investimento e aproveitar a junção do segmento de bem estar e esporte integrados.

"O esporte vem junto com o bem estar. A gente sabe que hoje muitas pessoas acabam tendo vários tipos de doença por falta de prática esportiva, e isso não é treinar que nem um maluco, mas que faça seu exercício uma hora por dia. Esse é o grande desafio e é bom para as startups terem essa opção uma oportunidade de um novo mercado se abrindo pra eles".

Pablo Felipe, atual camisa 9 do São Paulo, também foi atraído para o investimento pela ideia de poder explorar o setor por meio de startups. O atacante conta que se tornou investidor no início deste ano e, com o pool, já está de olho em empresas que podem mudar o cenário do esporte no país.

"Uma das coisas que eu falei pro Thiago, e que foi um dos grandes motivos para entrar nesse pool, era querer ajudar crianças a mostrarem o seu talento, não só no futebol, mas em qualquer esporte, com startups que consigam ajudar nesse segmento. Isso é algo novo no Brasil e procuramos startups que não façam mais do mesmo", afirmou Pablo.

O contato com a investidora foi por meio de uma mensagem direta no Instagram, contou Pablo ao Estadão. O jogador queria apresentar uma startup para Kepler e acabou parte do comitê, que ainda não foi lançado oficialmente ao público.

"Eu não conhecia startups, um amigo me apresentou o conceito e me apresentou o Kepler. Depois, quando ele montou a empresa e eu entrei junto com ele, mandei uma mensagem pro Kepler no Instagram mesmo e ele foi super aberto. Tem que procurar quem são as pessoas que estão dispostas a ajudar e nesse momento somos nós para essa área do esporte", conta.

O pool de investimentos da Bossa Nova já está selecionando as 15 startups de esporte e bem estar para receber o aporte. Para se inscrever, é necessário acessar o site.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Capelas

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Estadão
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