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Ace anuncia expansão para América Latina e vai levantar fundo de R$ 100 mi

Conhecida como aceleradora, empresa quer agora atuar também como consultoria de inovação para grandes empresas; grupo vai parar de fazer turmas de aceleração e atuar individualmente

25 jun 2019
17h08
atualizado em 9/7/2019 às 13h17
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Conhecida como uma das principais aceleradoras do País, a Ace vai ampliar seu foco de atuação. Nesta terça-feira, 25, em evento em São Paulo a companhia anunciou uma estratégia de expansão para a América Latina e também mudanças em seu escopo: a partir de agora, vai se intitular como empresa de inovação, abrangendo também o trabalho de consultoria para grandes empresas - algo que já vinha realizando dentro da divisão Ace Cortex.

Para marcar esta nova fase, a Ace divulgou ainda a criação de um fundo de R$ 100 milhões voltado a investimentos em startups latinas - os recursos ainda serão captados pela empresa. A fim de colocar os planos em prática, a Ace pretende ampliar sua equipe para 100 funcionários até o fim deste ano - atualmente, cerca de 50 pessoas trabalham na empresa.

Ao olhar para o mercado latino, a Ace segue o exemplo da gigante japonesa SoftBank, que, em março deste ano, anunciou a criação de um fundo de investimento de US$ 5 bilhões focado em projetos de tecnologia na América Latina. "A aposta do SoftBank é um símbolo de que a região está promissora", disse Arthur Garutti, executivo da área de startups da Ace, no evento desta terça. A expansão latina da Ace, porém, ainda é incipiente - até agora, a empresa fez apenas dois aportes em uma startup do Chile e em outra da Argentina.

Na opinião de Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a Ace está seguindo um caminho natural. "A Ace confia em seu trabalho e tem a seu favor capital, pessoas e credibilidade. A empresa atingiu um patamar em que pode colocar o pé para frente. Afinal, faz parte do DNA de inovação essa movimentação".

Empresa vai deixar de realizar turmas de aceleração

Fundada em 2012, dentro de uma sala da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a Ace também vai deixar de fazer os tradicionais programas de aceleração, com turmas de startups selecionadas a cada semestre. A empresa vai funcionar em um novo formato: fará aportes dedicados em empresas em estágio inicial de operação e pretende acompanhá-las individualmente.

"O nome aceleradora não nos representa porque não somos mais aquele modelo de aceleradora que oferece aprendizado em programas com turmas", afirma Luis Gustavo Lima, diretor de marketing da Ace, "vamos oferecer uma consultoria de inovação customizada para cada empresa".

Para realizar esse objetivo e conseguir ter escala em suas operações, a Ace aposta em uma plataforma digital para as startups investidas. Nela, os empreendedores poderão acompanhar as métricas de suas empresas, agendar mentorias e participar de fóruns com outros empreendedores, entre outras atividades.

Hoje, a empresa ocupa quatro andares em um prédio no bairro da Liberdade, na zona central de São Paulo. Desde 2012, a Ace já acelerou 300 empresas e investiu em um terço delas. Além disso, prestou consultoria de inovação a grandes corporações como Santander, Natura e Mastercard, além de ter realizado programas de aceleração e transformação digital a pedido de outras empresas.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Capelas

Estadão
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