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'Abriremos capital no momento em que estivermos prontos', diz CEO da Loft

Período mais conturbado do mercado não desanima a avaliação de Mate Pencz sobre a possibilidade de oferta da startup

27 jan 2022 10h40
| atualizado às 11h23
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A startup de vendas imobiliárias Loft enxerga o caminho da abertura de capital na Bolsa como um passo natural depois que a companhia se transformou em "unicórnio" (avaliada em mais de US$ 1 bilhão), em 2020. Não há um prazo para que isso aconteça. E nem o período mais conturbado do mercado parece desanimar a avaliação do presidente executivo Mate Pencz sobre a possibilidade da oferta.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Pencz cita o caso recente do Nubank - ele destaca como positiva a dupla listagem das ações, no Brasil e no exterior. "Não é nenhum segredo que abrir capital está nos planos. Estamos abertos a isso no momento em que estivermos prontos", reitera. A companhia viu seu volume transacionado e quantidade de imóveis listados triplicarem em 2021 ante o ano anterior.

Pencz tem acompanhado de perto as listagens no Brasil, como a da Méliuz, empresa de tecnologia que abriu capital no ano passado e contou com o executivo como investidor-anjo. "Enxerguei com muito bons olhos o IPO do Nubank com dupla listagem", afirma Pencz. "Isso é saudável para o ecossistema brasileiro. Seria muito bom ver mais empresas listando localmente ou duplamente."

O cenário macroeconômico conturbado no ano de eleições não tira o sono do executivo. A expectativa é de um ano favorável para o setor em 2021. Nesse sentido, ele explica que há um "delay" entre a alta dos juros e das taxas de financiamento imobiliário, que ainda estão abaixo da Selic, elevando a demanda por esse tipo de serviço. Com isso, classifica o cenário como positivo, ajudado ainda pelo fato de que bancos ligados ao governo tendem historicamente a manter as taxas baixas em anos eleitorais.

Estratégias de crescimento

Para surfar nesse bom momento e ampliar seu portfólio, a Loft tem investido em algumas estratégias. Uma das principais é a parceria com imobiliárias. Como também acontece com pessoas físicas, oferece uma listagem gratuita para elas e só fatura caso a venda seja efetivada. Em negócios com as imobiliárias, a startup aposta em volume - por isso, fica com 10% da comissão, enquanto 90% vai para as corretoras. A empresa conta hoje com 70 mil imóveis.

Os produtos financeiros são outra avenida de negócios da startup. A empresa anunciou no ano passado a aquisição da fintech curitibana CredPago, que atua em aluguéis sem fiança e possui parceria com 16 mil imobiliárias. Pencz diz que a Loft tem apostado muito na fusão, mas que novos negócios estão no radar. "Sempre olhamos o mercado. Nos enxergamos como um ecossistema em que empresas podem se juntar a nós e criar uma companhia maior e bem sucedida".

Foi nesse contexto que a Loft comprou em novembro do ano passado a startup mexicana TrueHome. O executivo atribui a escolha à qualidade do time e a importância do mercado do México, que se assemelha ao daqui e é o segundo maior da América Latina, atrás apenas do brasileiro. Com o negócio, a empresa inaugurou sua primeira expansão internacional, passando a atuar em cinco cidades mexicanas. No território nacional, oferece imóveis em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Estadão
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