Hacktivismo

Depois que ataques hackers derrubaram sites da Visa, MasterCard e PayPal no ano passado em defesa do WikiLeaks, a ação dos autodenomidados ativistas hackers, ou "hacktivistas", se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil. Braços nacionais de grupos como Anonymous e LulzSec realizaram durante todo ano ataques para derrubar sites de governos pelo País. O primeiro a chamar a atenção aconteceu em junho, quando o Lulzsec declarou "guerra aberta contra todos os governos, bancos e grandes corporações do mundo" e derrubou sites da Presidência e outros órgãos.

A maioria dos ataques consistiu em derrubar as páginas, mas foram detectadas ações para vazar informações, como nos casos do FMI, de militares americanos, das investigações da Guerrilha do Araguaia e até mesmo o IP de frequentadores de sites de pedofilia. Em entrevista ao Terra em agosto, hackers do grupo LulzSec responsáveis pelos ataques aos sites da Assembleia Legislativa e Ministério Público gaúchos afirmaram que as ações são "fáceis", que não temem investigações policiais e que lutam por "liberdade e contra a censura".

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