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Identidade de suspeito de chantagem sexual na Coreia do Sul é divulgada após protestos

25 mar 2020
14h15
atualizado às 15h18
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A polícia sul-coreana deu um passo incomum de divulgar publicamente a identidade do acusado de 24 anos de liderar um grupo de chantagem sexual online depois que o caso levou a um protesto nacional em um país ainda focado em combater a pandemia de coronavírus.

Cho Ju-bin, líder de um grupo de chantagem sexual, deixa delegacia em Seul rumo ao escritório da procuradoria sul-coreana 
25/03/2020
REUTERS/Kim Hong-Ji
Cho Ju-bin, líder de um grupo de chantagem sexual, deixa delegacia em Seul rumo ao escritório da procuradoria sul-coreana 25/03/2020 REUTERS/Kim Hong-Ji
Foto: Reuters

Cho Ju-bin foi identificado pela polícia como o principal suspeito do caso, depois que mais de 5 milhões de sul-coreanos assinaram várias petições pedindo que as autoridades divulgassem seu nome.

Cho é acusado de organizar uma rede online que atraiu pelo menos 74 mulheres, incluindo 16 menores de idade, para o que as autoridades chamam de "escravidão virtual", chantageando-as para elas enviarem fotos sexuais cada vez mais degradantes e às vezes violentas.

Ele está sendo acusado de violar a lei de proteção à criança, a lei da privacidade e a lei de abuso sexual, além de abuso, ameaças e coerção, segundo a polícia, que agora encaminhou o caso aos promotores.

"Peço desculpas aos que foram feridos por mim", disse Cho ao ser levado para fora de uma delegacia de Seul nesta quarta-feira, mas não respondeu quando perguntado por repórteres se ele admitiu as acusações às autoridades.

"Obrigado por encerrar a vida de um demônio que eu não consegui conter", disse ele.

A polícia prometeu continuar investigando não apenas os organizadores, mas também os participantes das salas de bate-papo que pagavam até 1,5 milhão de won (1.210,12 dólares) para ter acessar às imagens.

Min Gap-ryong, comissário geral da Agência Nacional de Polícia da Coreia, disse que a polícia reforçará a cooperação com autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido e Interpol, bem como com gigantes da tecnologia como Google, Facebook e Twitter para monitorar crimes digitais em servidores estrangeiros.

A Agência Nacional de Polícia disse a repórteres que 124 suspeitos foram presos e 18 organizadores de salas de bate-papo no Telegram e outras redes sociais foram detidos como resultado de investigações sobre crimes sexuais desde setembro do ano passado. Cho é acusado de ser um desses 18 organizadores.

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