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IBM vai registrar patentes como ativos digitais NFT

Empresas IBM e IPwe se juntam para oferecer registro de patentes como NFTs; tecnologia pode criar mercado trilionário

21 abr 2021
19h26 atualizado às 19h41
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19h26 atualizado às 19h41
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Os tokens não fungíveis deverão receber um propósito inédito até então. A gigante da tecnologia IBM (International Business Machines Corporation) irá registrar patentes no blockchain através de NFTs, transformando-as em ativos digitais e facilitando as negociações envolvendo propriedades intelectuais.

IBM pretende expandir mercado de patentes com NFTs
IBM pretende expandir mercado de patentes com NFTs
Foto: Dan Farber/Flickr / Tecnoblog

A empresa especialista em patentes IPwe vem trabalhando com a IBM por anos para desenvolver soluções em blockchain. As duas companhias anunciaram nesta última terça-feira (20) que começarão a criar tokens não fungíveis para representar patentes.

NFTs facilitam o comércio de patentes

A IBM já possui uma divisão dedicada à tecnologia blockchain e que fornece a clientes corporativos a possibilidade de registrar e rastrear segmentos inteiros de cadeias produtivas. Agora, em conjunto com a IPwe, a empresa deverá oferecer a infraestrutura para representar propriedades intelectuais através de tokens não fungíveis, armazenando todas as suas informações em rede criptografada e facilitando o comércio de patentes.

"A tokenização de propriedades intelectuais ajudará a reposicionar patentes para serem mais facilmente vendidas, negociadas, comercializadas ou monetizadas, trazendo liquidez para esta classe de ativos", disseram as empresas em um comunicado conjunto. Os NFTs de patentes serão armazenados pela IPwe e hospedados na rede em nuvem da IBM, desenvolvida pela sua divisão de blockchain.

Mercado de patentes tem potencial trilionário

De acordo com Erich Spangenberg, fundador da IPwe, no máximo 5% de todas as patentes no mercado são avaliadas para negociação. Assim, o empresário acredita que há uma oportunidade de desenvolvimento de um setor que potencialmente pode valer mais de US$ 1 trilhão. Para isso, propriedades intelectuais teriam que ser facilmente identificadas, autenticadas e simples de negociar, algo que a tecnologia NFT deverá permitir.

Para Spangenberg, hoje é muito difícil fazer transações envolvendo patentes pela falta de transparência sobre quem é o proprietário e sobre o que é exatamente patenteado. Segundo ele, esse problema poderia ser resolvido com os NFTs, que armazenariam todas as informações importantes em blockchain, permitindo consultas simples e rápidas, enquanto se resguarda a exclusividade do token.

A IPwe já oferece um marketplace global de propriedade intelectual, plataforma na qual se pode registrar, comprar, vender e consultar patentes do mundo todo. Agora, esse projeto deverá evoluir com a ajuda da IBM para incorporar a tecnologia blockchain e os tokens não fungíveis em seu sistema, revelou Spangenberg à CNBC.

Ambas as empresas esperam expandir o mercado de patentes para grandes e pequenos clientes. A IPwe espera que corporações, governos, universidades e até mesmo startups possam começar a comercializar propriedades intelectuais de uma maneira mais acessível. Para isso, o projeto deverá começar a ser testado no início do segundo semestre de 2021.

Atual mercado de patentes é mal otimizado

Para Jason Kelley, gerente geral de parcerias estratégicas globais da IBM Services, o mercado atual de patentes é extremamente "subotimizado". Segundo ele, trata-se de um setor comercial que abrange praticamente toda a economia. Além disso, a pandemia de COVID-19 intensificou a "digitalização das coisas", trazendo maior receptividade a inovações comerciais e tecnológicas.

Dito isso, migrar patentes para o blockchain seria "uma combinação perfeita", permitindo sua verificação, validação e aprimorando a confiança entre as partes envolvidas na transação. "A tokenização de patentes abre mercados. Você pode valorizar diferentes ideias e as negociar com maior capacidade, validade e confiança", disse Kelley. "Estamos apenas arranhando a superfície de um mercado bilionário".

Com informações: CNBC

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