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Google exige vacina e Apple busca "resposta certa" para trabalho presencial

Google vai exigir vacinas de todos os funcionários nos EUA e Apple cogita medida; ambas estão preocupadas com aumento de casos da variante Delta da COVID-19

28 jul 2021 20h04
| atualizado às 20h07
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O retorno ao trabalho presencial apresenta desafios ao Google e à Apple. A fabricante do iPhone vem recebendo críticas de funcionários por exigir que eles voltem aos escritórios da companhia para o expediente presencial. Nesta quarta-feira (28), Tim Cook, CEO da companhia, disse que não sabia se deveria "exigir" a vacinação para quem voltar a trabalhar. O Google foi menos delicado: todos que frequentarem o Google Campus devem estar imunizados.

Escritório do Google em Sunnyvale, na Califórnia
Escritório do Google em Sunnyvale, na Califórnia
Foto: Greg Bulla/Unsplash / Tecnoblog

Google vai exigir vacina a todos os funcionários dos EUA

Em comunicado publicado em blog oficial, Sundar Pichai, chefe da Alphabet Inc. — holding do Google —, determinou que todos os funcionários do Google Campus devem ser vacinados para retornarem ao trabalho presencial. O CEO afirma que a regra por enquanto só vale nos EUA, mas deve ser estendida para outros países nos próximos meses.

"A implementação deve variar de acordo com condições e regulamentações locais, e não devem ser aplicadas até que vacinas estejam amplamente disponíveis em sua região", apontou Pichai. Líderes regionais do Google devem emitir diretrizes orientando os funcionários.

Sob pressão de funcionários, Apple busca modelo híbrido

Por outro lado, Tim Cook está incerto sobre uma eventual exigência de vacinação para retorno às atividades presenciais. O executivo não sabe se deve seguir os passos do Google.

A Apple vem lidando com ameaças de funcionários que deixariam o emprego caso a fabricante do iPhone não revisasse seu cronograma de trabalho híbrido; eles acusam a companhia de coibir o home office. Uma pesquisa interna realizada com colaboradores apontou que 36% poderiam se demitir por causa da falta de flexibilidade.

Campus "Infinite Loop" da Apple, em Cupertino, na Califórnia
Campus "Infinite Loop" da Apple, em Cupertino, na Califórnia
Foto: Carles Rabada/Unsplash / Tecnoblog

À CNBC, Cook disse que vai avaliar todas as opções e deu um ar de incerteza sobre a "volta à normalidade" da Apple:

"Nosso foco principal agora é quando vamos voltar [ao trabalho presencial]... nós estendemos o prazo do começo de setembro para outubro… estamos fazendo um monitoramento diário para concluir se essa é a resposta certa ou não"

Variante Delta da COVID-19 preocupa Google e Apple

O monitoramento diário a que Cook se refere deve considerar a variante Delta da COVID-19, que vem se espalhando rapidamente pelo mundo, especialmente nos EUA, onde o crescimento da taxa de vacinação estagnou: o país não manteve o ritmo do começo do ano. Atualmente, cerca de metade da população está totalmente imune, segundo dados do Our World in Data.

É devido à variante Delta que o Google também aumentou o tempo de volta ao trabalho presencial. Os funcionários da companhia devem continuar no home office até 18 de outubro.

Sundar Pichai confirmou que todos os funcionários devem ser avisados em um prazo de 30 dias sobre o retorno aos escritórios do Google. Quem apresenta "circunstâncias especiais" poderá trabalhar em casa até o final de 2021.

Com informações: 9to5Mac, TechCrunch.

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