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Foco em mensagens vai eliminar problemas do Facebook, diz ex-chefe de segurança da empresa

O ex-chefe de segurança do Facebook afirma que o novo plano da empresa de unificar plataformas deve resolver para o Facebook questões como desinformação e mau comportamento nas redes sociais

11 mar 2019
15h18
atualizado às 16h10
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O ex-chefe de segurança do Facebook, Alex Stamos, aproveitou o evento de tecnologia e cultura South By Southwest (ou SXSW, como é mais conhecido) que acontece em Austin, nos Estados Unidos, para comentar o plano de Mark Zuckerberg de unificar os aplicativos do Facebook e focar em comunicações por mensagens protegidas por criptografia. Para Stamos, a jogada de Zuckerberg pode resolver alguns dos principais problemas que a empresa tem hoje: ser responsável por controlar os conteúdos das plataformas, que contêm uma série de notícias falsas e postagens inapropriadas.

O plano de integração de plataformas deve deixar de lado a lógica do Feed de Notícias e seus algoritmos. A ideia de Zuckerberg é unir as redes sociais em uma plataforma criptografada, em que somente os usuários teriam acesso às informações ali coladas - o que teoricamente exime o Facebook de resposabilidade do conteúdo, já que a empresa não estaria mais vendo o conteúdo trocado pelos usuários.

"Mark Zuckerberg decidiu que ele não pode estar mais nesse meio porque, se ele seguir desta forma, continuará perdendo", disse Stamos, referindo-se ao comportamento do Facebook de tentar controlar a plataforma balanceando conteúdos inapropriados e liberdade de expressão. O ex-chefe de segurança do Facebook acredita que o foco em mensagens deve resolver para o Facebook questões como desinformação e mau comportamento.

O Facebook vive um impasse: enquanto a rede social é criticada por não punir a disseminação de notícias falsas na plataforma, há quem conteste o poder da empresa de decidir o que 2,3 bilhões de usuários podem dizer ou não.

Stamos também afirmou que o maior desafio para o Facebook seguir este plano será financeiro, já que as mensagens criptografadas limitariam o potencial de anúncios que o Feed de Notícias tem hoje. "A grande questão é em qual velocidade que vai acontecer a mudança", disse, "e se, ao abrir mão dessa receita de anúncios, o Facebook conseguirá achar outra fonte de recursos para substituir."

Estadão
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