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Falta de chips desacelera Volkswagen

28 out 2021 14h24
| atualizado às 14h42
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A Volkswagen reduziu sua previsão de entregas, diminuiu as expectativas de vendas e alertou sobre cortes de empregos, já que a escassez de semicondutores fez com que a maior montadora da Europa tivesse lucro operacional inferior ao esperado no terceiro trimestre.

Equipe na linha de montagem da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha
27/04/2020
Swen Pfoertner/Pool via REUTERS/
Equipe na linha de montagem da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha 27/04/2020 Swen Pfoertner/Pool via REUTERS/
Foto: Reuters

Os números mostram a pressão que a Volkswagen está enfrentando enquanto tenta mudar mais de sua produção para veículos elétricos e enquanto a Tesla se prepara para mudar sua produção para perto de Berlim.

Como resultado da escassez, a Volkswagen, que traçou um plano ambicioso para ser líder mundial em vendas de veículos elétricos (VE), agora espera que as entregas em 2021 estejam apenas em linha com o ano anterior, após ter previsto aumento.

"Os resultados ressaltam a necessidade de mais melhorias de produtividade e reduções de custos fixos para seguirmos competitivos", disse o presidente-executivo Herbert Diess.

A Volkswagen esperava antes um aumento significativo dos 223 bilhões de euros alcançados no ano passado, o que indicava um crescimento mais forte. A Volkswagen agora estava assumindo um crescimento nas vendas de até 10% em vez de até 15% antes, disse o diretor financeiro Arno Antlitz.

AMEAÇA DA TESLA

A Volkswagen, que pretende superar a Tesla como maior vendedor de elétricos do mundo até o meio da década, confirmou a meta de margem de lucro operacional de 6,0% a 7,5% para 2021.

Diess disse estar confiante de que a Volkswagen poderá acompanhar a Tesla, mas acrescentou que isso exigirá mais cortes de custos, incluindo reduções de pessoal na sede em Wolfsburg.

"Com certeza precisamos de alguma redução no quadro de funcionários, para sermos mais competitivos", disse Diess.

O lucro operacional do terceiro trimestre ficou em 2,8 bilhões de euros, queda de 12% em relação ao ano anterior e menor do que a previsão de 2,99 bilhões da Refinitiv. A margem de lucro para o período caiu, de 5,4% no ano passado, para 4,9%.

A Porsche, divisão de luxo da Volkswagen, que avalia uma possível listagem em bolsa, disse separadamente que o quarto trimestre será um desafio em relação ao fornecimento de chips, de acordo com fontes.

Diess disse que não há planos para novas vendas de ativos, após a oferta inicial de ações da unidade de caminhões Traton e planos para trazer investidores para financiar seis fábricas de baterias até 2030.

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