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Falha no WhatsApp permite invasão de hackers a contas por chamada de vídeo, diz mídia

10 out 2018
12h42
atualizado às 13h37
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O serviço de troca de mensagens WhatsApp, que pertence ao Facebook, disse nesta quarta-feira que resolveu o mais recente problema em sua plataforma, que permitiu que hackers comandassem aplicativos de usuários quando eles atendiam chamadas de vídeo.

REUTERS / Thomas White
REUTERS / Thomas White
Foto: Reuters

O anúncio ocorreu depois de notícias dos sites de tecnologia ZDnet e The Register de que a vulnerabiliade, que afetou os aplicativos do WhatsApp em smartphones Apple e Android, foi descoberta no fim de agosto e corrigida pelo Facebook no início de outubro.

"Mantemos contato rotineiramente com pesquisadores de segurança ao redor do mundo para garantir que o WhatsApp permanece seguro e confiável. Nós prontamente enviamos uma atualização do WhatsApp para corrigir o problema", disse Ann Yeh, porta-voz do aplicativo, em email enviado à Reuters.

O WhatsApp é utilizado por mais de 1,2 bilhão de pessoas no mundo e é uma ferramenta fundamental para as comunicações e comércio de muitos países. O aplicativo foi comprado pelo Facebook em 2014 por 19 bilhões de dólares.

"Isso é uma grande coisa", disse no Twitter Travis Ormandy, um pesquisador do Google Project Zero que descobriu a falha. "Apenas responder a uma chamada de um ataque poderia comprometer completamente o WhatsApp."

O Facebook sofreu com uma série de problemas relacionados à segurança no ano passado. A empresa divulgou na semana passada sua maior falha de segurança, que afetou quase 50 milhões de contas.

As ações do Facebook recuavam 1,8 por cento a 155,02 dólares, nesta quarta-feira.

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