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Facebook vai impedir que usuários suspeitos transmitam lives

Rede social vai bloquear temporariamente usuários que violarem regras da plataforma

15 mai 2019
00h13
atualizado às 08h33
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O Facebook vai impedir que usuários que violarem regras da plataforma consigam fazer a ferramenta de streaming de vídeo na rede social. A novidade é uma resposta da empresa ao uso da plataforma durante ataques terroristas na Nova Zelândia, transmitidos ao vivo no Facebook.

Em nota divulgada pela empresa, Guy Rose, vice-presidente de Integridade do Facebook, diz que a rede social vai suspender o uso da Live a infratores por um determinado período de tempo já a partir da primeira violação.

Painel do Facebook é visto durante festival de Cannes, na França
Painel do Facebook é visto durante festival de Cannes, na França
Foto: Eric Gaillard / Reuters

"Assim, alguém que compartilhe um link para uma declaração de algum grupo terrorista agora será imediatamente impedido de usar o Live por um determinado período de tempo, por exemplo. Nosso objetivo é minimizar o risco de abuso no Live, ao mesmo tempo em que permitimos que as pessoas usem de maneira positiva todos os dias", explicou Rose.

A rede social também anunciou que vai investir US$ 7,5 milhões em estudos universitários que possam ajudar a melhorar a tecnologia de análise de imagens e de vídeos. A medida visa melhorar o entendimento do algoritmo da rede social, que falou na identificação de violência durante os atentados na Nova Zelândia.

Três universidades foram contratadas para desenvolver estudos para o Facebook: a Universidade de Maryland, Cornell e a Universidade da Califórnia, em Berkeley. Eles serão responsável por estudar táticas de como detectar mídias modificadas, incluindo imagens, vídeo e áudio, além de distinguir publicações de indivíduos que intencionalmente modificam vídeos e fotos de pessoas que postam inadvertidamente.

"Essas parcerias são apenas uma parte dos nossos esforços - nos próximos meses, buscaremos colaborações adicionais para que todos possamos avançar o mais rápido possível e ficarmos à frente dessa ameaça", completou o executivo.

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Estadão
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