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Facebook prepara smartwatch com duas câmeras e tela destacável

Funcionários dizem que o Facebook quer que o relógio tenha rede sem depender de celulares, e que encaixe em mochilas

10 jun 2021 14h38
| atualizado às 15h59
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O Facebook deve entrar na concorrência do mercado de smartwatch. A companhia está desenvolvendo um novo relógio inteligente, com tela destacável e duas câmeras para compartilhar vídeos e fotos pelo conjunto de apps da rede social, incluindo o Instagram. O dispositivo deve chegar às lojas no verão de 2022 - não há informações sobre um lançamento no Brasil.

App do Facebook
App do Facebook
Foto: Thomas Sokolowski/Unsplash / Tecnoblog

Relógio do Facebook quer driblar Apple e Google

O The Verge falou com funcionários envolvidos no ambicioso projeto do Facebook, que tenta lançar dispositivos de hardware desde 2013, quando lançou o HTC Phone, sem muito sucesso. A ideia de Mark Zuckerberg com o novo produto é competir com Apple e Google, que dominam o ramo de dispositivos inteligentes que cabem no pulso - com Apple Watch e Fitbit.

A rede social desenvolveu o relógio para que ele se comporte do mesmo jeito que um smartphone. Uma lente na frente do aparelho permite ligações por vídeo, enquanto outra câmera de 1080p e foco automático poderá ser destacada do dorso, de aço inoxidável. Segundo o The Verge, o Facebook está colaborando com empresas de acessórios para que a câmera possa ser encaixada em mochilas - uma possível vantagem sobre competidores.

O relógio, apesar de ter recursos de um smartphone, não vai precisar de um para conectividade - o Facebook está firmando parcerias com provedores de sinal 4G para que seu dispositivo opere de maneira independente.

A rede social já tem os modelos da segunda e da terceira geração do relógio planejados. Entretanto, o Facebook não espera vendas na casa dos milhões, de acordo com funcionários. A expectativa é distribuir unidades na casa dos 6 dígitos - pouco, comparado aos 34 milhões de relógios vendidos em 2020 pela Apple.

Apesar de não ter um nome oficial ou imagens divulgadas, a data de lançamento está prevista para o verão de 2022. Por enquanto, há apenas uma especulação entre funcionários de que o relógio custará US$ 400 - equivalente a cerca de R$ 2.000. A empresa de Mark Zuckerberg quer o relógio integrado com seu óculos de realidade aumentada - o fundador do Facebook espera que armações digitais sejam tão comuns quanto celulares no futuro.

Mas o que isso significa para a privacidade?

Se livrar de dispositivos Apple e Google também é evitar as restrições de privacidade dessas companhias. O Facebook tem enfrentado a Apple em vários frontes quando se trata de proteção de dados.

Recentemente, a fabricante do iPhone anunciou o iCloud+, que promete ocultar o IP para que sites não tenham acesso ao histórico de navegação. Ela também limitou a coleta de dados de redes sociais com o lançamento do iOS 14.5 -- um recurso que, mesmo assim, tem algumas brechas.

Ainda não se sabe como o relógio do Facebook vai interagir com apps de seu ecossistema, como Instagram e WhatsApp. Tudo depende da política de privacidade que a empresa terá de formular para um dispositivo com câmeras para foto e vídeo, medidor de batimento cardíaco e um suporte para encaixe em acessórios de viagem; um prato cheio de informações pessoais.

Mark Zuckerberg já foi chamado a depor algumas vezes ao Congresso americano para explicar o polêmico tratamento de dados do Facebook. Firmas de inteligência de mercado, como a Cambridge Analytica, usaram a plataforma para venderem anúncios usando enormes bancos de dados sem a autorização dos usuários. É preocupante que a rede social queira, a esse ponto, contornar iniciativas de Apple e Google em direção ao sigilo.

O relógio do Facebook pode ser um novo capítulo de escândalo de privacidade, especialmente se houver troca de dados sem autorização entre Instagram e WhatsApp. A companhia procurou fazer isso ao forçar a política de privacidade que dividia dados do usuário do serviço de mensagens com a rede social. No fim, voltou atrás e disse que não vai obrigar clientes a aceitarem os novos termos.

Com informações: The Verge

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